Anthony WALLACE/ AFP
Anthony WALLACE/ AFP

Manifestantes voltam a entrar em confronto com a polícia em Hong Kong

Este é o 15º fim de semana seguido de protestos entre manifestantes pró-democracia e partidários de Pequim; conflito forçou o cancelamento de torneio de tênis feminino

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2019 | 10h29

HONG KONG - A polícia de Hong Kong, no sul da China, disparou água azul com gás químico e gás lacrimogêneo em manifestantes que jogaram coquetéis molotov no complexo de escritórios do governo neste domingo, 15, no 15º fim de semana seguido de conflito entre manifestantes pró-democracia e partidários de Pequim.

A violência explodiu novamente após milhares de partidários pró-democracia marcharem pelo centro da cidade desafiando a proibição da polícia. 

O delicado momento político vivido em Hong Kong causou consequências no tênis. Na sexta-feira, 13, a WTA (Associação das Tenistas Profissionais, na sigla em inglês) anunciou o cancelamento da edição de 2019 do torneio de nível International na cidade, que estava previsto para acontecer de 5 a 13 de outubro, por causa dos protestos que agitam o território há várias semanas.

Neste domingo, manifestantes vestindo roupas pretas e usando máscaras, junto com famílias com crianças, marcharam para a região central de negócios. Muitas lojas fecharam as portas, em razão do conflito. Alguns levantavam bandeiras americanas e britânicas, enquanto outros carregavam pôsteres reiterando seus apelos por reformas democráticas.

A polícia recusou um pedido da Frente de Direitos Humanos Civis para realizar a marcha, mas os manifestantes não se intimidaram, como aconteceu durante todo o verão.

Os manifestantes queimaram bandeiras chinesas e derrubaram bandeiras parabenizando a China Partido Comunista, que celebrará seu 70º ano no poder em 1º de outubro.

Relembre. Os protestos foram desencadeados em junho. Em um dos momentos, cerca de dois milhões de pessoas saíram às ruas. Uma participação recorde, segundo os organizadores, para exigir a retirada do projeto de lei sobre extradições à China, forçando o governo pró-Pequim a apresentar "desculpas" por ter provocado os confrontos. / Associated Press

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