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REUTERS/Adam Rhew/Charlotte Magazine
REUTERS/Adam Rhew/Charlotte Magazine

Manifestantes voltam a protestar nos EUA após policial matar homem negro na Carolina do Norte

Durante a madrugada, participantes do protesto bloquearam uma rodovia, roubaram caixas de papelão de caminhões e iniciaram incêndios; polícia usou bombas de efeito moral para tentar dispersar a multidão

O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2016 | 08h58

CHARLOTTE, CAROLINA DO NORTE - Manifestantes bloquearam uma rodovia e entraram em confronto com a polícia dos EUA nesta quarta-feira, 21, em Charlotte, na Carolina do Norte, após policiais matarem a tiros um homem negro, que, segundo agentes, portava uma arma.

Cerca de 10 de policiais e diversos manifestantes sofreram ferimentos leves durante as manifestações, que ocorreram perto do lugar onde Keith Lamont Scott, de 43 anos, foi morto por um policial na tarde de terça-feira, de acordo com a polícia e a mídia local.

Pessoas carregavam cartazes que diziam: "Parem de nos matar", "sem justiça não há paz" e "as vidas dos negros também importam". O número de manifestantes feridos nos confrontos, que começaram ao entardecer e se prolongaram durante horas, é desconhecido.

Nesta madrugada, manifestantes bloquearam a rodovia interestadual 85, roubaram caixas de papelão de caminhões e iniciaram incêndios. A polícia usou bombas de efeito moral para tentar dispersar a multidão, relatou uma afiliada da rede ABC em Charlotte.

A tensão em Charlotte começou quando os policiais mataram Scott no estacionamento de um edifício. Segundo os agentes, o homem estava armado e "representava uma ameaça de morte" para eles.

"O sujeito saiu do veículo com uma arma de fogo que representava uma ameaça de morte iminente para os agentes, que seguidamente dispararam suas armas", informou a polícia de Charlotte por meio de um comunicado.

Parentes de Scott negaram que ele estivesse armado e asseguraram que ele levava um livro que enquanto esperava seu filho retornar da escola.

O policial que matou Scott foi identificado como Brentley Vinson e, segundo a imprensa local, também é negro.

A prefeita de Charlotte, a maior cidade da Carolina do Norte com mais de 825 mil habitantes, Jennifer Roberts, disse que a comunidade "merece respostas" e prometeu uma "investigação completa".

O caso ocorre em um momento de tensão racial, que cresceu nos últimos dois anos pela morte de dezenas de negros pelas mãos de policiais brancos, e dias depois que uma agente matou um afro-americano desarmado em Oklahoma. / REUTERS e EFE

Veja abaixo: Vídeo mostra policial matando homem negro desarmado nos EUA

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