Rob Reyes/AFP
Rob Reyes/AFP

Manila reprime com violência protesto anti-EUA

Van da polícia atropelou centenas de pessoas que estavam diante da embaixada americana e agentes usaram gás lacrimogêneo para dispersar multidão

O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2016 | 19h54

MANILA - Uma van da polícia atropelou ontem centenas de pessoas que protestavam diante da embaixada dos EUA em Manila. Agentes também usaram gás lacrimogêneo e cassetetes para tentar dispersar centenas de pessoas que se reuniram em apoio ao presidente Rodrigo Duterte após ele dizer recentemente ‘que quer romper a aliança com os EUA.

Vinte e três manifestantes foram presos, segundo policial encarregado da operação, Arsenio Riparip. “Tivemos de dispersá-los. Eles começaram, estavam tentando entrar na embaixada”, justificou-se. “Eles estavam em maior número que nossos policiais”, acrescentou.

O furgão da polícia avançou rápido pela multidão, atropelando vários manifestantes, segundo imagens da rede ABS CBN. Fotos postadas mostram um homem de cabelos grisalhos preso debaixo do carro.

O chefe da polícia de Manila, Oscar Albayalde, confirmou que a patrulha atropelou manifestantes, mas insistiu que não foi culpa do motorista. “Eles não se afastaram. Os manifestantes tentaram impedir a passagem do carro, então o motorista acelerou e, inadvertidamente, atropelou algumas pessoas, que tiveram ferimentos menores”, alegou.

Uma dos líderes da manifestação, Amirah Lidasan, acusou a polícia de iniciar a violência. “Foi a polícia que atacou os manifestantes. Primeiro passaram com o carro por cima das pessoas, depois usaram gás lacrimogêneo e agrediram com golpes de cassetetes”, contou.

Apesar de Manila ser aliada dos EUA em termos de defesa, Duterte – eleito em maio com base em uma plataforma de tolerância zero em relação aos crimes – disse que quer que seu país se distancie de Washington. Ele já se dirigiu de forma indelicada ao presidente Barack Obama e ameaçou cortar laços com os americanos porque os EUA e denunciaram que milhares de pessoas foram mortas pela campanha antidrogas de Duterte. / AFP

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