Manning cria novas complicações para militares dos EUA

Bradley Manning criou um novo cenário de potenciais complicações para os militares norte-americanos nesta quinta-feira ao pedir para ser reconhecido como mulher e ser chamado de Chelsea e para fazer tratamento hormonal, um dia após ter sido sentenciado a 35 anos de prisão por ser responsável pelo maior vazamento de informações da história do país.

AE, Agência Estado

22 de agosto de 2013 | 22h05

O conflito de identidade de gênero de Manning - se sentir como mulher em um corpo de homem - foi revelado por seu advogado de defesa na corte marcial, onde foi julgado por ter entregado mais de 700 mil documentos militares e diplomáticos secretos, para o WikiLeaks. Uma foto do soldado com longos cabelos louros e batom foi submetida como evidência.

Mas o pedido do soldado surpreendeu muitos e coloca o Pentágono frente a frente com questões sobre como e onde o soldado cumprirá sua sentença.

O porta-voz do Pentágono, George Wright, disse que o exército não fornece tratamento hormonal ou cirurgia para a mudança de sexo. De acordo com ele, os soldados presos possuem acesso a psiquiatras e outros profissionais de saúde mental.

Após a sentença, Manning voltou nesta quinta-feira para Fort Leavenworth, uma prisão totalmente masculina. Os funcionários do local, entretanto, informaram que existe a possibilidade de separar os soldados de outros reclusos com base no risco para eles mesmo e para outros.

De acordo com o porta-voz da prisão, George Marcec, Manning não terá permissão para usar peruca ou sutiã e terá de cumprir o padrão de corte de cabelo do exército. Marcec também disse que se Manning quer ser chamado de Chelsea na prisão, a mudança de nome terá de ser aprovada em corte para então uma petição ser submetida ao exército para que seus registros sejam alterados.

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