Manobra errada causou o acidente que matou ministra

Uma manobra errada pode ter sido a causa do choque entre dois helicópteros militares, no qual morreram a ministra da Defesa, Guadalupe Larriva, e outras seis pessoas,segundo comentou o vice-presidente equatoriano, Lenin Moreno, citando fontes militares.Aparentemente houve "uma manobra errada", o que fez um helicóptero bater em outro, disse Moreno, citando um relatório do comandante geral da Força Aérea Equatoriana (FAE), Jorge Fernando Gabela.Segundo o relatório, um dos helicópteros levava a ministra com dois tripulantes. No outro estava a sua filha, Claudia Avila, com outros oficiais.Pelo menos sete pessoas (a ministra, sua filha e cinco oficiais da Aviação) morreram no acidente, nas imediações do aeroporto da cidade litorânea de Manta. Os militares mortos são o capitão Celso Acosta, o tenente Herrera, o capitão Richard Jurado, o capitão Byron Zurita e o tenente-coronel Marco Antonio Gortaire."Estamos profundamente consternados, da mesma forma que todo o povo equatoriano, com a perda de uma mulher extraordinária", disse Moreno, visivelmente afetado pela notícia.É "uma perda irreparável" para o país, acrescentou ovice-presidente. Ele lembrou que Larriva era a primeira mulher e a primeira socialista a ocupar o cargo.Moreno informou que o presidente, Rafael Correa, já chegou ao local do acidente e "está profundamente consternado e triste".O primeiro relatório militar afirma que a colisão foi um acidente. Mas Moreno anunciou a criação de uma comissão para investigar o caso e determinar as causas.Nesta quinta-feira, em Quito, haverá uma cerimônia fúnebre com honras militares em memória da ministra. Depois, seu corpo será levado a Cuenca, sua cidade natal.Os sete corpos foram recuperados entre os restos dos helicópteros às 22h30 de quarta-feira (1h30 de Brasília), informou à Efe uma fonte militar.

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