Mantenedores de paz serão enviados ao Timor Leste

Mantenedores de paz estrangeiros viajaram nesta quarta-feira ao Timor Leste com a missão de restaurar a ordem em meio a choques entre ex-soldados e as forças regulares do país. Algumas embaixadas já começaram a retirar os funcionários não essenciais. A violência dos últimos dias deixou pelo menos dois mortos e nove feridos."Não podemos controlar essa situação", declarou nesta quarta-feira o ministro das Relações Exteriores de Timor Leste, José Ramos Horta. De acordo com ele, Díli pediu ajuda de Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal para "desarmar soldados renegados e policiais rebelados contra o Estado".Soldados estrangeiros já estão a caminho da capital timorense. Acredita-se que a ajuda militar procedente do exterior estará totalmente disponível dentro de 48 horas. A Austrália prometeu 1.300 soldados, além de equipamentos.O Timor Leste tem sido afetado pela instabilidade desde a dispensa, no início do ano, de cerca de 600 soldados (ou um terço do Exército local). Os militares dispensados queixam-se de discriminação e condições precárias no antigo trabalho.Os ex-soldados, que ameaçam desencadear uma guerra de guerrilha caso não sejam reincorporados, fugiram de Díli e estabeleceram-se nas montanhas próximas da capital depois de violentos confrontos no mês passado.Trata-se da pior crise interna de segurança desde 1999, quando os eleitores timorenses votaram pela independência em um referendo patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU), transformando a ex-colônia portuguesa na mais jovem nação do planeta.Depois da aprovação da independência, forças indonésias e milícias pró-Jacarta promoveram episódios de violência que resultaram na morte de pelo menos 1.500 pessoas antes do posicionamento de uma força de paz estrangeira liderada pela Austrália.

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