Maoístas cercam prédios do governo do Nepal durante protestos

Manifestação contra restituição do chefe do Exército do país deixou pelo menos seis feridos

Efe,

12 Novembro 2009 | 12h19

Multidão protesta nas ruas de Katmandu. Foto: Associated Press 

 

KATMANDU - Dezenas de milhares de militantes e simpatizantes maoístas cercaram a secretaria central do governo do Nepal nesta quinta-feira, 12, como parte dos protestos contra a decisão presidencial tomada em maio de restaurar em seu cargo o chefe do Exército, e várias pessoas ficaram feridas em distúrbios em Katmandu.

 

"A Polícia enfrentou os manifestantes e lançou quatro rajadas de gás lacrimogêneo", disse o porta-voz do Ministério do Interior, Jaya Mukunda Khanal, que disse que havia quatro feridos entre os maoístas e dois entre os policiais.

 

As autoridades, segundo Khanal, tinham ordenado uma mobilização de segurança de 10 mil policiais nos arredores da secretaria do governo - conhecida como Singha Durbar -, com um acesso proibido em um raio de 200 metros. No entanto, disse o porta-voz, um grupo de manifestantes maoistas tentou entrar na área proibida, por isso a Polícia iniciou as medidas de repressão.

 

De acordo com o programa maoísta, o dia de protestos começou às 8 horas (0h15 de Brasília) e terminou às 17 horas (9 horas em Brasília), momento em que também termina o horário de trabalho dos funcionários do governo. Apenas 60% dos empregados do centro foram ao trabalho, devido ao protesto maoísta, segundo Khanal.

 

As manifestações, em diferentes pontos, são lideradas pelos dirigentes do Partido Maoísta, incluindo o ex-primeiro-ministro Pushpa Kamal Dahal, conhecido como Prachanda.

 

Em maio, e ainda como primeiro-ministro, Prachanda decidiu destituir o chefe do Exército, o general Rookmangud Katawal, mas o presidente do país, Ram Baran Yadav, revogou essa ordem no mesmo dia, o que levou à posterior renúncia do maoista. Após a queda do governo maoísta, o partido passou para a oposição e convocou manifestações por todo o país em protesto contra a permanência de Katawal à frente do Exército.

 

Foto: Reuters

 

Foto: Associated Press

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