REUTERS/Kevin Lamarque
REUTERS/Kevin Lamarque

Mapa eleitoral favorece Trump em 2018

Com o domínio de 26 legislaturas e 29 governos estaduais, os republicanos reuniram uma demografia favorável e tornaram algo como 95% das cadeiras da Câmara impermeáveis a mudanças

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2017 | 05h00

Desde o início do governo de Donald Trump, sua taxa de aprovação caiu de 45,5% para 37%. Os democratas têm visto esses números como um bom presságio para as eleições legislativas do ano que vem. Mas esse otimismo é ilusório. A maioria republicana parece garantida tanto na Câmara quanto no Senado - afastando qualquer possibilidade de impeachment sem apoio do Partido Republicano. 

Há várias razões para isso. A mais importante foi o último redesenho, em 2010, dos distritos eleitorais, prática conhecida em inglês como “gerrymandering”. Com o domínio de 26 legislaturas e 29 governos estaduais, os republicanos reuniram uma demografia favorável e tornaram algo como 95% das cadeiras da Câmara impermeáveis a mudanças. 

Na simulação feita pelo blog The CrossTab, mesmo levando em conta a popularidade sofrível de Trump, os democratas ganhariam apenas 3 das 435 cadeiras, e os republicanos manteriam uma maioria de 238. A probabilidade de maioria democrata, segundo o CrossTab, é inferior a 14% e, para recuperá-la, eles teriam de ter um patamar de apoio superior a 58% (hoje é de 53%). 

No Senado, a situação é ainda mais confortável para Trump. Estarão em jogo 25 dos 48 assentos democratas, 6 deles sob risco. Ao mesmo tempo, apenas 8 dos 52 assentos republicanos entrarão na disputa - e todos os senadores do partido vêm de Estados que Trump venceu por margem superior a 5 pontos porcentuais. Enquanto os votos democratas se concentram nas áreas urbanas de poucos Estados, os republicanos estão mais espalhados pelo país e dominam as áreas rurais. A fortaleza legislativa de Trump parece inexpugnável.

A grande influência do pequeno Marco

Durante as primárias, Trump fazia pouco dele e o chamava de “Little Marco”. Agora, aproximou-se do senador Marco Rubio, da Flórida. Rubio foi o mentor do afastamento de Cuba e elaborou a lista dos venezuelanos que deveriam ser submetidos a sanções, após a eleição da Assembleia Constituinte. Ele vê no ditador Nicolás Maduro um novo Fidel Castro, tornou-se o maior adversário do regime venezuelano nos Estados Unidos e um artífice da política do governo Trump para a América Latina.

O craque mexicano na lista de sanções

Outro que entrou na lista americana de sanções é o capitão da seleção mexicana, Rafa Márquez, sob a acusação de ligações com traficantes do cartel Flores. Seus ativos nos Estados Unidos foram congelados. De acordo com o Departamento de Tesouro, ele foi usado como laranja pelo líder do cartel, Raúl Flores.

Neymar não custou tão caro ao PSG

A transferência de Neymar para o Paris Saint-Germain foi a maior transação na história do futebol em termos absolutos - a multa de € 222 milhões pela ruptura do contrato com o Barcelona equivale a 41,3% do faturamento do PSG no ano passado. Em termos relativos, porém, fica em terceiro lugar, atrás das vendas de Figo e Zidane para o Real Madrid, em 2000 e 2001, que custaram 50,9% e 44,8% do faturamento do clube naqueles respectivos anos. A multa estipulada pelo Barça para impedir Neymar de sair não foi páreo para os cofres do PSG, recheados pelo fundo esportivo do Catar. 

Brasileiro entre os que menos caminham

Agora é científico. O brasileiro está entre os povos mais preguiçosos do mundo, pelo menos nas caminhadas. Um estudo com quase 700 mil pessoas na revista Nature avaliou, com base nos podômetros de smartphones, a média de passos diários em 46 países. Apenas em seis - Indonésia, Arábia Saudita, Malásia, Filipinas, África do Sul e Catar - o povo anda menos que no Brasil. Quem anda mais a pé? Chineses, japoneses, russos, espanhóis e coreanos.

Letterman quer entrevistar Trump e Kim

Depois de dois anos longe das telas, o apresentador David Letterman aceitou o convite da Netflix para comandar uma série em seis episódios com entrevistas e reportagens. Ele declarou à Hollywood Reporter que adoraria entrevistar o presidente Donald Trump - recebido dezenas de vezes no Late Show - e o ditador norte-coreano Kim Jong-un.

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