Eloy Alonso/Reuters
Eloy Alonso/Reuters

Maquinista de trem que descarrilou se nega a falar em interrogatório

José Francisco Garzón Amo está sob custódia em hospital por ser acusado de 'imprudência'

O Estado de S. Paulo,

26 de julho de 2013 | 16h21

SANTIAGO DE COMPOSTELA - O maquinista do trem que descarrilou em Santiago de Compostela deixando 78 mortos se negou nesta sexta-feira, 26, a falar durante interrogatório no hospital. José Francisco Garzón Amo está sob custódia desde quinta-feira por "imprudência", informou o chefe da polícia de Galícia, Jaime Iglesias.

"O maquinista se negou a falar perante a autoridade policial", afirmou o porta-voz da Polícia à agência AFP, acrescentando que o suspeito "deve ser levado ao tribunal assim que possível."

As causas do acidente estão sendo investigadas e a principal hipótese é de excesso de velocidade no momento de fazer uma curva fechada. Uma possível falha nos dispositivos de segurança para manter a velocidade dentro dos limites permitidos também é investigada.

O trem de alta velocidade fazia o percurso de Madri até Ferrol, na quarta-feira, quando descarrilou em uma curva fechada, conhecida como "A Grandeira", cerca de quatro quilômetros antes da estação de Santiago de Compostela.

O maquinista, de 52 anos e 30 de experiência profissional, havia reconhecido, segundo testemunhas, que estava a 190 quilômetros por hora no momento da cura, trecho cujo limite é 80 km/h, de acordo com o jornal El País.

Nesta sexta-feira, a polícia espanhol revisou o número de mortos para 78, sendo que 72 corpos já foram identificados. Outras 81 pessoas continuam internadas, 31 em estado grave, após o pior acidente ferroviário do país desde 1944.

Segundo a polícia, entre os mortos estão um mexicano, um americano e um argelino./ REUTERS e AP

 

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