Mar agitado adia retirada de combustível de navio

O mar revolto na costa da Toscana, na Itália, levou ao adiamento do início da operação para a retirada de 1,9 milhão de litros de combustíveis do navio encalhado Costa Concordia. E a operação não deve começar antes do meio da semana, segundo autoridades responsáveis. O resgate, porém, prosseguia e um 17º corpo foi encontrado neste sábado.

PATRICIA LARA, Agência Estado

28 de janeiro de 2012 | 13h46

O corpo de uma mulher, que não usava colete salva-vidas, foi localizado por mergulhadores no sexto andar submerso do deque, de acordo com autoridades.

O Concordia era usado em um cruzeiro de luxo e encalhou no dia 13 de janeiro perto do porto da ilha de Giglio, após o capitão desviar a embarcação da rota planejada. Em pânico, cerca de 4.200 passageiros e tripulantes evacuaram o navio, mesmo antes de o alarme de abandono ser acionado, o que ocorreu apenas quando o transatlântico adernou a ponto de impedir que alguns botes salva-vidas pudessem ser rebaixados para o mar.

Cerca de 16 pessoas continuavam desaparecidas e eram consideradas, presumidamente, mortas. O corpo encontrado neste sábado não havia sido identificado.

A remoção do combustível do Concordia é uma preocupação importante, uma vez que o mar no entorno de Giglio forma parte de um santuário marinho protegido e é um destino importante de mergulhadores. A empresa holandesa de resgate de navios Smit foi contratada pela Costa Crociere SpA, uma unidade da empresa Carnival, que é dona do Concordia, para retirar o combustível.

Os mergulhadores do Concórdia realizaram os preparativos necessários para iniciar a remoção do produto de seis tanques localizados externamente que carregam mais da metade do combustível. O restante está armazenado em tanques internos de difícil acesso.

Até o momento, os mergulhares furaram quatro dos seis tanques externos e colocaram válvulas, uma em cima e outra em baixo. Na sequência, mangueiras serão anexadas às válvulas e o óleo - que deve ser aquecido para torná-lo menos pegajoso - será sugado para fora pela mangueira superior, sendo substituído por água do mar, que será bombeada para preencher o vácuo por meio da mangueira mais baixa.

O porta-voz da Smit, Martijn Schuttevaer, afirmou, neste sábado, que as operações de bombeamento não devem ser iniciadas antes do meio da semana, uma vez que a previsão é de que as condições climáticas permaneçam ruins até terça-feira. Autoridades não querem arriscar para evitar a possibilidade de um eventual rompimento das mangueiras em razão do mar agitado. As informações são da Associated Press.

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