EFE
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Maradona joga com Maduro e pede a ele que 'não se entregue'

Ex-jogador argentino disse a presidente que ele não pode desistir e precisa continuar jogando pelos venezuelanos

O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2017 | 23h10

CARACAS - O ex-jogador argentino Diego Maradona disse nesta terça-feira ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para não "desistir nunca" diante de seus adversários e se declarou um "soldado" do chavismo, durante uma partida de futebol em Caracas.

"Não desista. No futebol você pode estar perdendo por 3 a 0, mas não se entrega. Você precisa jogar pelos venezuelanos. Viva Maduro!", exclamou Maradona após tocar bola com o líder venezuelano.

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No campo de futebol do complexo militar de Forte Tiuna, o ex-capitão da Argentina revelou ter visto um "Nicolás forte" durante sua visita de dois dias à Venezuela.

"Estamos firmes, somos soldados de Nicolás (...) Venho para dar meu apoio com minha família", declarou Maradona diante de um emocionado presidente.

Maradona felicitou Maduro por "ter resistido a um montão de embates com a oposição", após protestos que deixaram 125 mortos entre abril e julho.

O presidente agradeceu a Maradona e o presenteou com uma camisa da seleção venezuelana com o número 10 - que ele vestiu imediatamente - e uma foto do jogador com o presidente Hugo Chávez, morto em 2013.

Durante o ato, Maradona esteve cercado por crianças e funcionários chavistas que lhe pediram autógrafos.

Apesar do sobrepeso, o astro argentino, como evidente dificuldade para caminhar e respirar, demonstrou o bom domínio da bola, que em várias ocasiões tocou para o presidente, a ministros e a crianças.

Maradona foi à Venezuela para assinar um contrato com a emissora de TV venezuelana Telesur para comentar os jogos da Copa do Mundo de 2018. Ele anunciou durante evento em Caracas ao lado de Maduro que participará do programa De la mano del 10 em meados do próximo ano pelo canal, usado pelo chavismo como uma espécie de porta-voz do regime. 

Não é a primeira vez que Maradona trabalha para a Telesur em um Mundial. Em 2014, juntamente com o jornalista uruguaio Víctor Hugo Morales, o astro argentino comentou os jogos na Copa do Mundo no Brasil. Maradona foi um fervoroso admirador do projeto socialista do presidente Hugo Chávez e repetidamente apoiou Maduro, seu herdeiro político.

Em agosto, ele reiterou seu apoio ao governo venezuelano desencadeando as críticas dos adversários de Maduro ao afirmar em sua conta no Facebook que quando Maduro ordenasse ele estaria “vestido de soldado por uma Venezuela livre, para lutar contra o imperialismo”.  / AFP e AP

 

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