Miguel Gutiérrez/EFE
Miguel Gutiérrez/EFE

Marcha de mães pede fim da repressão na Venezuela 

Manifestação de mulheres opositoras foi organizada para coincidir com o Dia das Mães

O Estado de S.Paulo

14 Maio 2017 | 21h28

CARACAS - Um grupo de mulheres protestou neste domingo, 14, contra o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na sede da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), em Caracas. Vestidas de preto, elas levaram cartazes com a frase “Abaixe sua arma, não atire em seu irmão”. A marcha, organizada para coincidir com o Dia das Mães, foi liderada pela líder opositora María Corina Machado. “Somos mães e pedimos à GNB que não acate a ordem do ditador”, disse Machado, em referência a Maduro.

Hoje, o presidente da Assembleia Nacional, o opositor Julio Borges, acusou Maduro de “destruir” as Forças Armadas da Venezuela e rejeitou as acusações que o responsabilizam pela violência nas ruas. “Que fique bem claro para as Forças Armadas que quem as estão destruindo é Nicolás Maduro”, disse o presidente da Assembleia em uma coletiva de imprensa na sede de seu partido, o Primero Justiça. 

Esta não foi a primeira vez que Borges se dirigiu aos militares venezuelanos. Durante vários meses, especialmente nas últimas semanas, ele concentrou suas críticas no papel dos militares na defesa da Constituição que, na sua opinião, está sendo violada pelo governo venezuelano.

No início de maio, Maduro convocou uma Assembleia Constituinte para “reformar o Estado e redigir uma nova Constituição”. De acordo com o presidente, ela teria cerca de 500 membros, dos quais pelo menos 250 seriam escolhidos por grupos ligados ao chavismo – os outros 250 constituintes serão eleitos de maneira direta.

“É a consumação do golpe de Estado contínuo de Maduro contra a Constituição”, reclamou Borges logo após o anúncio oficial. “Maduro acaba de matar e assassinar o legado de Hugo Chávez à Venezuela, que era a Constituição.”

Crise econômica. A Venezuela está mergulhada em uma grave crise econômica, com escassez de comida e remédios. Pressionado, o governo rejeita a realização de eleições gerais como saída para o impasse. 

Com a popularidade no chão, Maduro enfrenta uma onda de protestos populares, que se intensificou nas últimas semanas. A violência contra manifestantes deixou 39 mortos, mais de 800 feridos e centenas de detidos nos últimos 45 dias. / REUTERS, AFP e EFE

 

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