Marcha de solidariedade aos EUA divide italianos

A proposta do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi para realizar uma marcha de solidariedade aos EUA, carregando bandeiras norte-americanas, está dividindo a maioria de centro-direita que governa o país. Os partidos da coalizão estão divididos entre a fidelidade ao líder da Força Itália e o nacionalismo que caracteriza algumas facções da Aliança Nacional e a Liga Norte. A idéia, lançada pelo jornal Il Foglio, que pertence à mulher de Berlusconi, nasceu de uma polêmica contraposição à "Marcha da Paz" de Assis, que reuniu mais de 250.000 pessoas e que contou com a adesão de políticos e sindicalistas de centro-esquerda. A centro-esquerda desaprova totalmente a iniciativa, que considera "um evento fascista". Dentro da maioria, as opiniões divergem até dentro do mesmo partido - como no caso do Centro Cristão Democrático (CDC) que tem dois ministros no governo, um a favor e outro contra a marcha. Também não fica clara a posição da Aliança Nacional: o ministro das Comunicações, Maurizio Gasparri, defende a idéia, enquanto o chefe da bancada do partido, Ignazio La Russa, opõe-se a ela. Quanto à Liga Norte, um de seus membros, Giancarlo Pagliarini, expressou o sentimento de grande parte de seu partido: "Manifestação a favor dos EUA não é uma coisa séria. Preferiria manifestar-me a favor de Oriana Fallacci", declarou, referindo-se à veterana jornalista italiana que vive em Nova York. Leia o especial

Agencia Estado,

18 Outubro 2001 | 19h21

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