Ivan Alvarado/Reuters
Ivan Alvarado/Reuters

Marcha estudantil no Chile reúne mais de 80 mil pessoas

Protesto retoma reivindicações por melhoria no sistema estudantil, feitas em 2011

estadão.com.br,

25 de abril de 2012 | 19h17

SANTIAGO - Mais de 80 mil pessoas se reuniram nesta quarta-feira, 25, no Chile, para retomar as reivindicações feitas em 2011 por uma reforma educacional no país. Muitos dos manifestantes eram membros do setor educacional e estudantes, segundo a agência ANSA.

Veja também:

link Governo chileno propõe tirar dos bancos o financiamento da educação

link Último testamento de Pinochet altera apenas testamenteiros

O presidente da Federação de Estudantes da Universidad de Chile (Fech), Gabriel Boric, advertiu que os estudantes não irão encerrar a luta "para que a educação seja um direito do povo" e que a manifestação cala aqueles que acreditavam "que não continuaríamos lutando".

O protesto aconteceu de forma pacífica, mas atos violentos foram registrados após o evento. Na frente do grupo, seguiam os líderes do movimento junto a um ator que representava o ex-presidente Salvador Allende (1908-1973).

A marcha, autorizada pelo governo, seguiu pela Avenida Libertador General Bernardo O'Higgins, mais conhecida como Alameda, principal via da capital chilena, e foi encerrada com um ato na Estación Mapocho, localizada a cerca de dez quadras do Palácio La Moneda, sede do governo do Chile.

A manifestação está sendo realizada dois dias após ser anunciada uma proposta do governo de assumir integralmente o custo da educação superior, deixando fora do processo de financiamento as instituições bancárias. O gesto foi valorizado pela classe estudantil, mas considerado insuficiente.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.