Marco Maia é contrário a sanções econômicas ao Paraguai

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), lamentou a destituição de Fernando Lugo da presidência do Paraguai na semana passada e considerou ser inadequada qualquer sanção econômica contra o País. Maia afirmou ser "equilibrada" a posição do governo brasileiro e da presidente Dilma Rousseff de evitar prejuízos à população paraguaia. "Sanções econômicas muito mais do que atingir quem patrocinou o novo golpe atingiria fortemente a população", disse Maia. "Não temos de ter sanção econômica, mas precisamos debater e discutir isso no âmbito da política".

DENISE MADUEÑO, Agência Estado

26 de junho de 2012 | 13h15

O presidente da Câmara defendeu a posição dos países em estabelecer sanções ao Paraguai porque foram violadas regras que garantem a democracia nos países integrantes da Unasul. "As posições que estão sendo tomadas no âmbito do Mercosul e da Unasul são corretas. O parlamento brasileiro deve referendar as decisões que vêm sendo tomadas pelos governos signatários do Mercosul de condenação", afirmou.

Maia considerou que os motivos que levaram à destituição de Lugo não estão muito claros. "Parece-me que os argumentos e razões que foram expostos não dão nenhuma vazão ou concretude para realização de um processo de cassação de forma sumária de um presidente da República, como foi realizado no Paraguai", comentou Maia. "O nosso sentimento nesse momento é de indignação, perplexidade e não nos resta outro caminho que não seja cobrar medidas que possam no futuro evitar que isso se repita."

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