Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Carlos Garcia Rawlins/ Reuters
Carlos Garcia Rawlins/ Reuters

Maria Corina promete desafiar proibição chavista em eleição

Ex-deputada foi proibida de concorrer a cargos públicos por um ano em razão de irregularidade em declaração de bens

O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2015 | 19h39

CARACAS - A ex-deputada venezuelana María Corina Machado prometeu ontem desafiar a cassação de seus direitos políticos imposta na terça-feira pela Controladoria-Geral da República e disputar a eleição legislativa de dezembro, apesar da proibição. A opositora, que teve declaração de bens rejeitada pelo órgão, disse ser vítima de uma manobra do governo para evitar uma derrota na votação. 

“Volto a dizer que a Controladoria é ilegítima e não tem o poder de me proibir de concorrer”, disse María Corina. “Digo a Maduro: concorrerei à Assembleia Nacional. Na sua agonia, o regime tenta se agarrar ao poder. Vivemos o processo eleitoral mais corrupto e desonesto da história.”

A ex-deputada - cassada no ano passado depois de ter sido convidada a representar o governo do Panamá em uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), o que é proibido pela Constituição venezuelana - tem duas semanas para recorrer da decisão. 

O controlador-geral Manuel Galindo, nomeado pelo chavismo, confirmou a punição. “A lei anticorrupção considera a omissão de declarações de bens uma inconsistência passível de inegibilidade por 12 meses”, disse Galindo à TV estatal. 

Além de María Corina, o ex-prefeito de San Cristobal Daniel Ceballos também sofreu punição similar e está proibido de participar das eleições legislativas. Ele foi preso no ano passado, acusado de desrespeitar uma legislação contra barricadas erguidas por manifestantes contrários ao governo.

Críticas. A desqualificação da opositora provocou uma reação adversa do governo americano, em um momento de aproximação entre os dois países. “Estou muito preocupada com a suspensão dos direitos políticos de María Corina Machado”, disse a subsecretária de Estado para o Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson. “Inclusão e igualdade são cruciais para eleições livres na Venezuela.”

Além da suspensão das candidaturas de María Corina e Ceballos, a coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) contesta uma regra imposta pela Justiça eleitoral após as primárias da oposição que requer um porcentual de 40% de candidaturas femininas nas disputas pela Assembleia Nacional. Segundo a MUD, a medida tenta desqualificar candidaturas favoritas em dezembro. / REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
VenezuelachavismoMaria Corina Machado

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.