Marido da presidente das Filipinas é acusado de corrupção

Segundo denúncia, José Miguel Arroyo interferiu em um contrato em prol de uma companhia chinesa

Efe,

18 de setembro de 2007 | 02h39

José Miguel Arroyo, marido da presidente das Filipinas, foi envolvido nesta terça-feira, 18, no escândalo da assinatura de um contrato milionário entre o governo e a companhia chinesa ZTE Corporation. O contrato está suspenso por indícios de corrupção. Segundo a imprensa filipina, José Miguel Arroyo viajou na segunda-feira para Hong Kong. Ele foi acusado no Senado por José de Venecia III, presidente da empresa filipina que concorria com a corporação chinesa para conseguir um contrato de criação de uma rede nacional de internet por banda larga. José de Venecia III, filho do presidente do Senado, José de Venecia II, declarou à comissão investigadora que foi procurado pelo marido da presidente. Ele teria tentado convencer o empresário a desistir da concorrência. Sob juramento, Venecia III disse que durante uma reunião em um hotel de Manila, José Miguel Arroyo, conhecido como "Mike", de dedo em riste, disse a ele: "dê marcha a ré". Arroyo já foi envolvido no passado em vários casos de corrupção. Em outubro de 2005, ele se exilou temporariamente nos Estados Unidos para não prejudicar a imagem de sua mulher, então acusada de organizar uma fraude para ganhar as eleições do ano anterior. A Corte Suprema suspendeu no dia 11 de agosto o polêmico contrato de US$ 330 milhões assinado entre o governo e a ZTE, devido a indícios de corrupção e outras irregularidades.

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