Daniel Leal-Olivas/AFP
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Príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, deixa hospital após um mês internado

Príncipe consorte, que deve completar 100 anos em junho, foi internado no centro médico em 16 de fevereiro como 'medida de precaução' depois de passar mal

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2021 | 18h01
Atualizado 16 de março de 2021 | 18h55

LONDRES - O duque de Edimburgo, marido da rainha Elizabeth II, saiu nesta terça-feira, 16, do hospital depois de permanecer um mês internado, a princípio por uma infecção e depois por uma cirurgia cardíaca.

O príncipe Philip, de 99 anos e que desde 2017 está aposentado da vida pública, deixou o hospital King Edward VII de Londres durante a manhã. "O duque de Edimburgo teve alta hoje (...) e voltou para o Castelo de Windsor, depois de tratado de uma infecção e submetido com sucesso a uma intervenção por um transtorno anterior", explicou o Palácio de Buckingham.

Uma testemunha relatou à agência Reuters que o duque foi levado a um carro que o esperava em uma cadeira de rodas e voltou ao Castelo de Windsor acenando para os que estavam do lado de fora quando ele chegou.

Seu filho mais velho, o príncipe Charles, de 72 anos, disse estar "contente" que seu pai tenha recebido alta, durante uma visita a um centro de vacinação contra a covid-19 em Londres. Quando questionado se havia falado com Philip, o herdeiro ao trono disse: "Oh sim, falei com ele muitas vezes".

O Palácio de Buckingham emitiu um comunicado segundo o qual o duque agradeceu à equipe médica e a todos os que enviaram seus votos de felicidades. Uma fonte real disse que o príncipe estava de bom humor.

O príncipe consorte, que deve completar 100 anos em junho, foi internado no centro médico em 16 de fevereiro como "medida de precaução" depois de passar mal.

Diante das especulações e preocupação com sua idade avançada, a Casa Real informou alguns dias depois que a hospitalização não estava relacionada com a covid-19, e sim por uma infecção.

Sob forte expectativa da imprensa, Philip foi transferido, no início de março, do pequeno e elegante King Edward VII, no bairro londrino de Marylebone, para o grande hospital público St Bartholomew que, segundo o site oficial, possui o maior departamento especializado em doenças cardiovasculares da Europa.

Neste hospital, ele foi submetido "com sucesso" a uma cirurgia para "tratar uma enfermidade cardíaca pré-existente", antes de retornar de ambulância poucos dias depois ao hospital do qual recebeu alta nesta terça-feira.

Nas últimas semanas, vários membros da família real, desde o príncipe William, de 38 anos, segundo na linha de sucessão ao trono britânico, a Camilla, segunda mulher de seu pai, o príncipe Charles, fizeram de tudo para tranquilizar a opinião pública sobre seu estado de saúde.

Crise institucional 

Devido à pandemia de coronavírus, a rainha, de 94 anos, e seu marido estiveram no último ano confinados no Palácio de Windsor, localizado cerca de 50 km a oeste de Londres, exceto por uma estada de verão no castelo escocês de Balmoral.

A monarca, que depois de ser vacinada contra a covid-19 no início de janeiro encorajou seus compatriotas a fazerem o mesmo, manteve sua agenda oficial em grande parte por videoconferência. E não visitou o duque durante sua hospitalização.

Em Windsor, cercada por seus dois novos cachorros corgi, sua raça favorita, Elizabeth II enfrentou uma das maiores crises na monarquia britânica desde a morte da princesa Diana em 1997 em um acidente de trânsito em Paris ao tentar escapar de paparazzi.

Dez dias atrás, em uma entrevista explosiva com a estrela da televisão americana Oprah Winfrey, seu neto Harry, de 36 anos, irmão de William e filho de Charles e Diana, denunciou ao lado de sua mulher, a atriz americana Meghan Markle, comentários racistas por um membro não identificado da família real. 

Especificando posteriormente que não eram nem Elizabeth II nem Philip, o casal disse que alguém havia demonstrado "preocupação" com a cor da pele de seus filhos, já que a mãe de Meghan é negra.

A monarca disse levar as acusações "muito a sério" e prometeu que seriam tratadas "pela família em particular", mas deixou claro que "as memórias podem variar" dependendo da pessoa.

"Não somos uma família racista de forma alguma", garantiu pouco depois William, em um país onde a força do movimento Black Lives Matter levou recentemente a uma revisão da história colonial e sua relação com um comércio de escravos creditado por servir para financiar o Revolução Industrial./AFP e Reuters 

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