Marie Le Pen minimiza atentados de 11 de Setembro

O líder e candidato ao Palácio do Eliseu da ultra-direitista Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen, minimizou a importância dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Os "3.000 mortos" neste "acontecimento, por não dizer incidente", são os mesmos que perderam a vida "em um mês no Iraque" e "muito menos que os nos bombardeios contra Marselha ou Dresden no final da Segunda Guerra Mundial", disse Le Pen em entrevista que o jornal La Croix publica na quarta-feira, 21.Estes bombardeios eram também, segundo Le Pen, "atos terroristas", pois eram dirigidos "expressamente" contra povoações civis com o intuito de "fazer os militares capitularem".Perguntado sobre a denúncia dos atentados por líderes de grandes religiões, afirmou que era uma iniciativa "excelente", mas que faz parte de "posições de princípio" cuja influência é "efêmera", e disse que "um certo número de pessoas" as rejeitou para "não serem alvo das acusações realizadas então".O líder da FN, por outro lado, afirmou que o Islã é "perigoso quando é dominante" e que a religião islâmica "obedece a um preceito de conquista", o que "já não é o caso" do cristianismo.Segundo ele, "o dinamismo do Islã" se deve menos a seu proselitismo que "à pressão demográfica" e que a reivindicação de mesquitas na França "nasceu com o aumento considerável do número de imigrantes muçulmanos".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.