Marinha americana temia ataque iraniano contra seus navios

A essa força naval pertencem os três navios americanos que foram abordados no dia 6

EFE,

13 de janeiro de 2008 | 05h46

A Marinha dos Estados Unidos temia que as lanchas iranianas que repreenderam, segundo a versão do Pentágono, três de seus navios durante um incidente no Estreito de Ormuz quisessem perpetrar um ataque suicida, disse neste domingo, 13, a Casa Branca. A porta-voz presidencial Dana Perino defendeu as decisões tomadas pelas forças militares de seu país durante o incidente, ocorrido há uma semana no Golfo Pérsico. "Tudo o que os militares se lembravam era do que ocorreu no passado, como com o USS Cole", disse Perino no quartel-general da Quinta Frota dos Estados Unidos, situado em Manama (Barein). O destróier USS Cole foi atacado por um bote guiado por terroristas suicidas no dia 12 de outubro de 2000, quando estava no porto de Áden, no Iêmen. Dezessete marinheiros morreram e cerca de 30 ficaram feridos. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que se encontra em Manama como parte de sua viagem pelo Oriente Médio, foi informado dos detalhes do incidente com as lanchas iranianas pelo almirante Kevin Cosgriff, o comandante da Quinta Frota. A essa força naval pertencem os três navios americanos que foram abordados no dia 6 de janeiro no Estreito, de acordo com a versão do Pentágono. O Irã afirma que os Estados Unidos exageraram sobre o incidente, que descreveu como um encontro "rotineiro" entre os navios de ambos os países. Antes de reunir-se com Cosgriff, Bush tomou café-da-manhã com cerca de 150 marinheiros da Quinta Frota, mas não falou com eles sobre o incidente no Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico com o Golfo de Omã, segundo Perino.

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