Marinha britânica investiga captura de militares pelo Irã

A Marinha britânica (Royal Navy) abriu uma"investigação detalhada" sobre as circunstâncias da captura de15 militares do país pelo Irã, informou nesta sexta-feira, 6, o Ministério da Defesa. O ministério também afirmou que alguns dos militares, quevoltaram na quinta-feira ao Reino Unido após 13 dias de cativeiro, participarão nesta sexta uma entrevista coletiva, às11 horas (horário de Brasília). Os marinheiros também serão entrevistados porespecialistas militares em relação ao fato, e passarão por examemédico. Os 15 quinze militares - entre eles uma mulher - foram detidos em 23de março em águas do Golfo Pérsico pelas autoridades iranianas, queos acusaram de invadir seu território, o que Londres negoureiteradamente. Segundo o governo britânico, os soldados patrulhavam em águasiraquianas em aplicação da resolução 1.723 das Nações Unidas. Nessa resolução, emitida em 28 de novembro de 2006, a ONUestendeu o mandato da força multinacional até o final de 2007, apósa formação de um governo de união nacional no Iraque. O chefe de Estado-Maior da Marinha, almirante Jonathan Band,defendeu o comportamento dos marinheiros, que "reagiram muitobem em circunstâncias muito difíceis". Band também revelou que as inspeções de embarcações pelos naviosda Royal Navy que patrulham no Golfo Pérsico foram suspensas até uma"revisão completa" do fato. Sobre as "confissões" de alguns Marinheiros que apareceram natelevisão iraniana, nas quais admitiam que tinham entrado em águasiranianas, o almirante disse que essas declarações parecem ter sidofeitas sob "pressão psicológica". Os militares chegaram na quinta ao aeroporto londrino deHeathrow, depois que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad,anunciou no dia anterior a libertação como um "presente ao povobritânico". Após aterrissar em Heathrow, os soldados foram levados em doishelicópteros da Marinha britânica à base militar de Chivenor, nocondado de Devon, sudoeste da Inglaterra, onde encontraram suasfamílias.

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