Marinha dos EUA abre investigação sobre morte de iraquiano

O Exército americano abriu uma investigação criminal sobre acusações de que fuzileiros navais americanos mataram um iraquiano em Bagdá no mês passado, segundo anúncio do comando americano nesta quarta-feira. Civis iraquianos fizeram a acusação durante uma reunião com marines (fuzileiros navais) no dia 1º de maio, cinco dias depois do incidente. Uma investigação preliminar feita por uma força multinacional encontrou informações suficientes para recomendar uma investigação pelo Serviço de Investigação Criminal da Marinha. O comunicado emitido pelo comando não afirma quantos marines estão envolvidos no caso, mas afirmou que incluem "vários membros" do 3º Batalhão da Marinha, baseado em Falluja.O assassinato ocorreu perto da cidade de Hamandiyah, de acordo com o comunicado, que não deu maiores detalhes sobre as circunstâncias da morte. Todos os suspeitos do incidente voltaram para os Estados Unidos.O anuncio segue uma investigação sobre 12 marines de um outro batalhão que mataram pelo menos 15 civis, incluindo mulheres e crianças, durante um incidente na cidade de Haditha, em novembro.Inicialmente o Exército descreveu o caso como uma emboscada contra uma patrulha, seguida por um tiroteio. Contudo, residentes da região afirmaram que apenas as forças americanas atiraram.Um grupo de direitos humanos iraquiano pediu uma investigação sobre o que descreveu como mais um erro fatal que atingiu civis. O Exército começou sua investigação administrativa para rever se os marines envolvidos mentiram sobre o que aconteceu. Um comitê irá revelar o resultado da investigação no mês que vem.

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