AFP PHOTO / Ye Aung Thu
AFP PHOTO / Ye Aung Thu

Marinha encontra fuselagem e corpos de passageiros do avião que caiu em Mianmar

Nove navios da Marinha e três aviões da Força Aérea participam das buscas da aeronave que desapareceu com 120 pessoas a bordo

O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2017 | 11h18

RANGUM, MIANMAR - A Marinha de Mianmar anunciou nesta quinta-feira, 8, ter encontrado no Oceano Índico a fuselagem e alguns corpos de passageiros do avião desaparecido na véspera com 120 pessoas a bordo.

"Encontramos o avião e alguns corpos esta manhã às 08h25 (22h55 de quarta-feira em Brasília)", disse um porta-voz militar. Os destroços foram encontrados por uma equipe de resgate da Marinha diante da costa de Launglon, no Mar de Andamão, na zona do Oceano Índico ao sul de Mianmar.

Os corpos de 1 homem, 20 mulheres e 8 crianças foram transportados em uma embarcação da Marinha que participa da missão, junto com partes da aeronave.

Nove navios da Marinha e três aviões da Força Aérea participam das buscas do avião que desapareceu na quarta-feira, quando fazia a rota entre Myeik e Rangum. As últimas informações revelaram a presença de 122 pessoas a bordo, incluindo parentes de militares - sendo 15 crianças - e 14 tripulantes. "Alguns viajavam por razões médicas ou por motivos escolares", disse um oficial.

O contato com o avião foi perdido quando ele sobrevoava a região de Dawei, sudeste de Mianmar, perto do Mar de Andamão. "Esse tipo de voo é organizado duas vezes por mês para as famílias dos militares", explicou uma fonte do aeroporto.

Apesar de ser período de monções em Mianmar, as condições climáticas não eram ruins no momento em que o avião desapareceu. "Nós nos orientamos para um incidente técnico. O tempo estava bom", acrescentou a fonte.  O piloto, tenente-coronel Nyein Chan, tinha mais de 3 mil horas de voo.

A aeronave era um Y-8F-200 turboélice de quatro motores, de fabricação chinesa, modelo muito utilizado pela Força Aérea do país para o transporte de pessoas ou de cargas.  As autoridades militares disseram que ela foi entregue em março de 2016 e tinha apenas 809 horas de voo.

Um ex-funcionário do Ministério da Aviação afirmou que muitos dos aparelhos da frota birmanesa são velhos. "A Força Aérea birmanesa tem péssimos antecedentes em termos de segurança aérea", ressaltou, pedindo anonimato. / AFP e EFE

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