Marinha mexicana prende narcotraficante 'El Grande'

Membros da Marinha do México prenderam ontem Sergio Villarreal Barragán, conhecido como "El Grande", um dos líderes mais procurados do cartel dos irmãos Beltrán Leyva. A captura foi classificada pelo governo como um golpe "contundente" contra uma das organizações criminais mais poderosas no país.

AE-AP, Agência Estado

13 de setembro de 2010 | 09h58

O porta-voz do governo federal para o tema da segurança, Alejandro Poiré, informou em comunicado que "El Grande" foi capturado junto com dois supostos cúmplices, quando saía de uma residência na cidade de Puebla, localizada a pouco mais de cem quilômetros da Cidade do México. O funcionário confirmou que não houve resistência à prisão, realizada por cerca de 30 membros da Marinha, apoiados por cinco veículos e um helicóptero.

Poiré qualificou a captura como "um novo e contundente golpe do governo federal contra o crime, dada a alta periculosidade e hierarquia dessa pessoa dentro de uma das maiores organizações criminosas no país (e) que hoje se encontra profundamente debilitada". O porta-voz notou, porém, que o cartel de que Villarreal Barragán fazia parte "havia se constituído em um dos grupos com maior presença no país", com operações em ao menos nove de seus 32 Estados, incluindo a capital.

Histórico

Villarreal Barragán estava em uma lista divulgada em 2009 dos narcotraficantes mais procurados do país. O cartel integrado por ele se dividiu após a morte do líder Arturo Beltrán, morto em dezembro em uma operação da Marinha nas proximidades da Cidade do México. Outro de seus irmãos, Héctor Beltrán Leyva, começou então uma disputa sangrenta com Edgar Valdez Villarreal, apelidado de "La Barbie", pelo controle do cartel, o que levou a dezenas de assassinatos no Estado de Morelos, no centro mexicano, e em Guerrero, no sul.

"La Barbie" foi preso há duas semanas. "El Grande" se manteve ao lado de Héctor Beltrán, ainda solto, em sua batalha contra "La Barbie". Além da morte de Arturo, o cartel recebeu outros importantes golpes, como a captura de seus irmãos Carlos e Alfredo.

A violência atribuída ao crime organizado e ao narcotráfico já matou mais de 28 mil pessoas no México desde dezembro de 2006, quando o presidente Felipe Calderón lançou uma ofensiva militar contra os cartéis.

Em outro fato distinto, a Polícia Federal informou sobre a apreensão de 90 granadas de fragmentação, 29 armas de grosso calibre, entre outros armamentos no Estado de Tamaulipas, no norte do país. A polícia não informou a que grupo pertencia o arsenal.

Tamaulipas, um Estado fronteiriço com os Estados Unidos, sofre com um aumento da violência atribuída pelo governo a uma disputa entre o cartel do Golfo e seus antigos aliados Los Zetas. No fim de agosto, houve no Estado um massacre de 72 imigrantes ilegais que tentavam chegar aos Estados Unidos. O crime foi atribuído a membros do cartel Los Zetas.

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