THAI NAVY SEAL/via REUTERS
THAI NAVY SEAL/via REUTERS

Time tailandês foi fixado em macas durante mergulho

Marinha da Tailândia divulga novas imagens do interior do complexo de cavernas de Tham Luang Nang Non onde 12 garotos e seu treinador de futebol ficaram presos por 17 dias

O Estado de S.Paulo

12 Julho 2018 | 17h28
Atualizado 12 Julho 2018 | 20h45

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BANGCOC - A Marinha da Tailândia divulgou novas imagens do interior do complexo de cavernas de Tham Luang Nang Non, no norte do país, onde 12 garotos e seu treinador de futebol ficaram presos por 17 dias. As imagens revelam mais detalhes sobre a missão de resgate que chamou a atenção do mundo. No início do vídeo, que dura sete minutos, dois mergulhadores são vistos ajustando seus equipamentos enquanto estão em pé, com água na altura do peito.

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Iluminados por vários feixes de luz branca, os homens submergem na água e agarram uma linha de metal, utilizada para guiá-los através dos canais sinuosos da caverna, de dezesseis quilômetros.

Um ex-SEAL da Marinha tailandesa disse que os 12 garotos estavam parcialmente sedados durante o resgate e equipados com máscaras faciais. Eles foram carregados pelos mergulhadores através do complexo em macas. Também havia médicos durante toda a jornada, para monitorar a condição dos meninos.

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O comandante da Marinha, Apakorn Youkongkae, afirmou que foi o treinador Ekaphol Chantawong quem determinou a ordem em que os meninos deveriam ser retirados. 

Cada uma das viagens de ida e volta levou entre 9 e 11 horas, e 18 mergulhadores participaram da operação. Para nadar através dos túneis inundados, que podiam chegar a cerca de 40 centímetros, um mergulhador segurava a parte dianteira da maca, junto com o tanque de oxigênio da criança, enquanto o segundo mergulhador segurava a outra extremidade da maca.

O vídeo não tem imagens dos mergulhadores na água com os garotos, mas mostra uma equipe utilizando polias, cordas e tubos de borracha para puxar uma maca verde, em formato de caiaque, por uma fenda apertada. Quando a caverna começa a se abrir em direção à entrada, dezenas de socorristas são vistos agachando-se para ajudar a carregar a maca. Um dos garotos é visto coberto por um material metálico e reflexivo.

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Ainda há incerteza sobre o grau de sedação dos garotos durante o resgate. Segundo um dos mergulhadores, em entrevista à AFP, os meninos estavam "grogues", mas respirando quando foram retirados. Já uma reportagem da BBC afirmou que, segundo mergulhadores, os meninos estavam "fortemente sedados para evitar ansiedade". 

Por volta dos cinco minutos do vídeo, o garoto na maca fecha os olhos, mas parece consciente, e levanta a mão direita ao torso enquanto os resgatistas se juntam ao seu redor.

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Apesar de terem passado nove dias sem comida e mais de duas semanas dentro da caverna, o estado de saúde das crianças é bom. Em imagens divulgadas pelo hospital de Chiang Rai, onde estão internados, os garotos aparentam estar enérgicos e saudáveis.

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Segundo os médicos, um dos meninos apresentava batimentos cardíacos muito lentos quando chegou ao hospital e outros tinham contagens baixas de glóbulos brancos, mas já melhoraram. É esperado que os garotos recebam alta sete dias depois de darem entrada no hospital, a menos que surjam complicações.

Cidadania

A Tailândia está considerando conceder cidadania ao treinador e aos três membros apátridas da equipe de futebol, de acordo com o jornal britânico The Guardian. Os jogadores Pornchai Kamluang, Adul Sam-on e Mongkhol Boonpiam, além de seu treinador, membro da minoria tai lue, cujos membros não são considerados cidadãos sob a lei tailandesa, esperam conseguir desfrutar dos mesmos direitos que seus colegas. 

Os três garotos têm documentos de identidade da Tailândia, o que lhes garante alguns direitos básicos, mas o treinador não tem status legal. Segundo o Guardian, o Ministério do Interior informou estar trabalhando para oferecer a cidadania para os quatro, mas não há uma previsão de quando o processo será concluído. / W. POST e AP 

 

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