Marko Drobnjakovic/AP
Marko Drobnjakovic/AP

Marinheiro do porta-aviões USS Theodore Roosevelt morre de coronavírus

Um ex-comandante do Theodore Roosevelt foi afastado no início de abril após ter enviado uma carta de várias páginas a seus superiores exigindo o esvaziamento imediato do porta-aviões contaminado

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2020 | 14h54

WASHINGTON - Um marinheiro do porta-aviões americano USS Theodore Roosevelt morreu por complicações da covid-19, nesta segunda-feira, 13, na Ilha de Guam, onde o navio, com mais de 500 infectados pelo coronavírus, foi parcialmente esvaziado - anunciou a Marinha dos Estados Unidos.

A identidade e a idade do militar morto não foram divulgadas. Ele foi encontrado inconsciente na sexta-feira de manhã, durante um controle médico diário nas instalações da tripulação, informou a Marinha em um comunicado.

Ainda doente, foi transferido para uma unidade de cuidados intensivos do Hospital de Guam, no Pacífico Ocidental, completa a nota.

Ele testou positivo para a covid-19 em 30 de março, três dias depois da chegada do USS Theodore Roosevelt a Guam. Foi então levado para a base militar dos EUA na ilha e colocado em isolamento junto a outros quatro marinheiros do porta-aviões.

Médicos militares realizavam visitas duas vezes ao dia para controlar o estado de saúde dos doentes. 

Após ser encontrado inconsciente, o marinheiro foi reanimado por seus colegas, que lhe fizeram uma massagem cardíaca.

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Na manhã desta segunda-feira, 92% da tripulação foi submetida a testes da covid-19. No total, 585 deram positivo e 3.673 negativo ao novo coronavírus, que matou mais de 115 mil pessoas em todo o mundo, 22 mil nos Estados Unidos.

Brett Crozier, ex-comandante do Theodore Roosevelt, foi afastado no início de abril após ter enviado uma carta de várias páginas a seus superiores exigindo o esvaziamento imediato do porta-aviões contaminado.

"Não estamos em guerra. Não há nenhuma razão para que marinheiros morram", afirmou o comandante.

Cinco dias depois, o secretário da Marinha dos Estados Unidos, Thomas Modly, muito criticado por sua gestão da crise, renunciou ao cargo./AFP 

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