Marinheiros coreanos podem ser condenados no Panamá

Os marinheiros norte-coreanos cujo navio foi interceptado no Canal do Panamá e onde havia equipamento militar proveniente de Cuba, podem ser condenados a até seis anos de prisão, disseram procuradores panamenhos.

Agência Estado

18 de julho de 2013 | 09h49

Os 35 trabalhadores do navio Chong Chon Gang - que foi parado quando se aproximava do canal na última sexta-feira - estão sob custódia numa antiga base norte-americana no porto de Manzanillo, norte do Panamá.

O equipamento da era soviética, descoberto em meio a toneladas de açúcar durante uma busca por drogas, pertence a Cuba e era levado para a Coreia do Norte para reparos, informaram os dois países comunistas.

O promotor antidrogas do Panamá, Javier Caraballo, disse aos jornalistas na noite de quarta-feira que os marinheiros podem ser presos pelo transporte ilegal de armas. "Este tipo de comportamento pode levar a uma sentença entre quatro e seis anos" de prisão, disse ele, lembrando que os tripulantes permanecem calados sobre o episódio.

"Eles usaram seu direito de não dizer nada", disse ele.

Na segunda-feira, o Panamá informou que havia descoberto o armamento após barrar a embarcação e realizar uma busca por drogas. O capitão do navio tentou se matar depois de um motim da tripulação, segundo o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli.

Os tripulantes continuam sob custódia na base militar de Fort Sherman e "estão em perfeita saúde", segundo Caraballo.

A Coreia do Norte exigiu o retorno da embarcação, afirmando que a carga é parte de um acordo legítimo com Cuba. Na quarta-feira, o Panamá pediu oficialmente que inspetores da Organização das Nações Unidas fiscalizem a carga.

"A carga é ilegal porque não foi declarada. Qualquer coisa que não seja registrada, mesmo que seja algo obsoleto, é contrabando", afirmou o ministro de Segurança Pública panamenho, José Raúl Mulino. Fonte: Dow Jones Newswires.

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