Marrocos desmantela rede financiada por roubos na Europa

Grupo extremista também planejava assassinar ministros de Estado e integrantes da comunidade judaica do país

Agência Estado e Associated Press,

21 de fevereiro de 2008 | 11h50

O governo do Marrocos anunciou nesta quinta-feira, 21, o desmantelamento de uma rede extremista que arrecadava fundos por meio de roubos na Europa e que planejava assassinar ministros de Estado e integrantes da comunidade judaica do reino africano.   O Marrocos também desmantelou um partido político islamita, o Al Badil Al Hadari, pois alguns de seus integrantes tinham ligações com a rede extremista desarticulada, informou a agência estatal de notícias MAP em despacho divulgado no fim da noite de quarta-feira, 20.   Nesta quinta-feira, jornais marroquinos informaram que a polícia local deteve 32 pessoas em operações realizadas esta semana. Os policiais apreenderam armas durante as operações. Acredita-se que a rede desmantelada tenha ligações com a Al-Qaeda e com grupos extremistas locais, prosseguiu a MAP.   O suposto líder do grupo, identificado como Abdelkader Belliraj, é suspeito de participação em seis assassinatos na Bélgica entre 1986 e 1989, prosseguiu a agência, que citou como fonte o ministro marroquino de interior, Chakib Benoussa. Não havia menção clara a quem seriam as vítimas de assassinato de Belliraj.   No Marrocos, o grupo planejava matar ministros de Estado, oficiais do Exército e integrantes da comunidade judaica local, prosseguiu Benoussa. Apenas alguns milhares de judeus ainda vivem no reino muçulmano. A maior parte emigrou para Israel e outros países.   De acordo com o ministro, o dinheiro do grupo provém principalmente de assaltos, venda dos itens roubados e contribuições de seus integrantes. Um suposto integrante do grupo assaltou um carro-forte em Luxemburgo em 2000. O ataque rendeu 17,5 milhões de euros.   Ainda segundo Benoussa, citado pela MAP, um ourives derreteu peças de ouro roubadas pelos integrantes da rede na Bélgica para posterior revenda.   O Marrocos, um país islâmico relativamente moderado, está em alerta desde 2003, quando ataques suicidas praticamente simultâneos provocaram a morte de 45 pessoas em Casablanca.

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