Marrocos detém e abandona 700 imigrantes, diz ONG

A organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras denunciou hoje que o governo do Marrocos expulsou centenas de imigrantes clandestinos, incluídas mulheres e crianças, para um terra remota sem alimentos e água, após ter conduzido várias detenções nas maiores cidades marroquinas.

AE-AP, Agência Estado

30 de setembro de 2010 | 20h17

A organização afirma que entre 600 e 700 pessoas foram detidas em reides da polícia entre 19 de agosto e 10 de setembro e após isso foram abandonadas na fronteira do Marrocos com a Argélia. A Médicos Sem Fronteiras disse que está tratando ferimentos em 186 imigrantes, incluídos 103 que foram agredidos durante as violentas detenções. Questionado, o governo do Marrocos disse que não comentará a questão. O Marrocos tem sido usado por imigrantes clandestinos da África como uma ponte para chegar à Europa.

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