Marroquinos teriam planejado ataque químico em Roma

A polícia italiana prendeu quatro marroquinos que estariam planejando ataques químicos em Roma, tendo como alvo vários edifícios - incluindo a sede da Embaixada dos Estados Unidos. Em poder dos detidos, que teriam vínculos com o saudita Osama bin Laden, foram encontrados quatro quilos de cianureto - quantidade suficiente para matar dezenas de pessoas - e um mapa completo da rede de água da cidade.A polícia suspeita de que o alvo deles seria o quarteirão onde se localiza a representação americana. Os extremistas, não identificados pela polícia, vinham sendo vigiados havia vários dias pelos agentes italianos.Foram detidos na madrugada desta terça-feira em Tor Bella Monaca, zona sul de Roma, quando aparentemente se preparavam para pôr o plano em marcha. Um porta-voz da embaixada americana disse que Washington já tinha conhecimento da informação, mas aguardava detalhes.O FBI quer saber se os marroquinos têm ligações com a Al-Qaeda, rede terrorista de Bin laden - mentor dos ataques de 11 de setembro nos EUA contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washingon. Em janeiro de 2001, a representação ficou fechada durante vários dias em conseqüência de rumores de atentado.Nesta quarta-feira, no entanto, ela funcionou normalmente. Dois dos marroquinos entraram ilegalmente no país. Os agentes ficaram irritados com o vazamento da informação para a imprensa, o que, segundo eles, pode comprometer as investigações. Eles acham que várias pessoas que deram apoio logístico aos marroquinos podem ter escapado.Na semana passada, outros imigrantes muçulmanos haviam sido presos com farto material de propaganda extremista e documentos falsos. Segundo a imprensa italiana, os investigadores vão interrogar, nesta quinta-feira, os marroquinos, para ver se há alguma ligação deles com aquele grupo ou com a rede terrorista do milionário saudita.

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