Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Massacre de Obama rende poucos delegados

Senador teve 61% dos votos no Mississippi; mas regras fizeram com que ganhasse apenas 5 delegados a mais que Hillary

AP, O Estadao de S.Paulo

13 de março de 2008 | 00h00

A vitória do senador Barack Obama nas primárias democratas do Mississippi na terça-feira deram a ele apenas cinco delegados a mais do que sua rival Hillary Clinton. Obama teve 61% dos votos e conseguiu 19 delegados, enquanto Hillary, com 37% do eleitorado, obteve 14 delegados, segundo projeção da agência Associated Press. Como os delegados são distribuídos proporcionalmente entre os dois candidatos, Hillary conseguiu diminuir a vantagem do senador no Estado porque ganhou em um dos quatro distritos eleitorais. Obama saiu vitorioso nos três restantes.Mesmo assim, o senador pelo Estado de Illinois segue na frente na disputa para ser o candidato democrata nas eleições de novembro. De acordo com a AP, Obama tem 1.598 delegados, e Hillary tem 1.487. Para garantir a nomeação do Partido Democrata são necessários 2.025 delegados.Outra estimativa feita pela rede CNN, porém, amplia a liderança de Obama, pois aponta o senador como vencedor do caucus (assembléia partidária) do Texas, no dia 4. O sistema de prévias no Estado é misto. Apesar de Hillary ter vencido a etapa de primária (na qual os filiados do partido votam diretamente e depositam suas cédulas em urnas) com 51% dos votos, Obama deve ficar com a maioria dos 228 delegados do Estado em razão de seu triunfo na fase de caucus. Os resultados oficiais do Texas só serão proclamados dia 29.Os dois candidatos agora vão concentrar os esforços para garantir os votos na primária da Pensilvânia, que vai distribuir 158 delegados em 22 de abril.POLÊMICA RACIALGeraldine Ferraro, assessora de Hillary, anunciou ontem que vai deixar seu posto na campanha como arrecadadora de fundos. A decisão foi tomada após a polêmica causada por comentários controvertidos feitos por Geraldine referentes à raça do senador Obama. ''Estou deixando a comissão de finanças para que eu possa falar por mim mesma e você possa continuar a falar por você sobre o que está em risco nessa campanha'', afirmou Geraldine em carta para Hillary. ''A campanha de Obama está me atacando para prejudicar a sua e eu não vou deixar que isso aconteça.''Em entrevista publicada na sexta-feira, Geraldine - que foi deputada por Nova York e candidata à vice-presidência em 1984 - afirmou que Obama só conseguiu chegar onde está ''porque é negro''. Na terça-feira, Hillary disse que não concorda com Geraldine, após a equipe de Obama ter pedido a ela que condenasse as declarações, qualificadas de ''ridículas'' pelo senador.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.