'Massacre' deixou 47 civis mortos em Homs, dizem ativistas

Corpos de mulheres e crianças foram encontrados; governo acusa 'grupos terroristas armados'

Agência Estado

12 de março de 2012 | 11h34

BEIRUTE - Os corpos de 47 mulheres e crianças foram encontrados na cidade síria de Homs, onde forças de segurança têm travado batalhas contra rebeldes armados, informaram opositores e ativistas nesta segunda-feira, 12.

 

Veja também:
especialMAPA: 
A revolta que abalou o Oriente Médio
mais imagens OLHAR SOBRE O MUNDO: Imagens da revolução
tabela ESPECIAL: Um ano de Primavera Árabe 

 

Hadi Abdallah, ativista que mora em Homs, disse à agência France Presse que os corpos de 26 crianças e 21 mulheres, alguns com as gargantas cortadas e outros com marcas de facadas, foram encontrados após um "massacre" em nos bairros de Karm el-Zaytoun e Al-Adawiyeh. "Algumas das crianças foram atingidas na cabeça por objetos pontudos, uma menina foi mutilada e algumas mulheres foram estupradas antes de serem mortas", disse ele.

 

O grupo opositor Conselho Nacional Sírio (CNS) pediu uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir o "massacre", que aconteceu no domingo. "O Conselho Nacional Sírio está fazendo os contatos necessários com todas as organizações e países que são amigos do povo sírio para que o Conselho de Segurança realize uma reunião emergencial", disseram os ativistas em comunicado.

 

O tema deve dominar as conversações durante um encontro de ministros dos 15 países integrantes do Conselho de Segurança que acontece nesta segunda-feira, na sede da ONU em Nova York. O encontro vai discutir a questão palestina e os desafios da primavera árabe.

 

Numa clara referência à Rússia e à Síria, o CNS disse que os aliados do presidente Bashar Assad compartilham a responsabilidade pelos "crimes" cometidos pelo regime.

 

A televisão estatal responsabilizou "gangues terroristas armadas" pelos assassinados, afirmando que os grupos sequestraram moradores de Homs, os mataram e fizeram imagens dos corpos, numa tentativa de desacreditar as forças sírias. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.