William West / AFP
William West / AFP

Massacre em mesquitas da Nova Zelândia será levado ao cinema

‘Hello brother’ contará a história de uma família de refugiados que foge do Afeganistão para encontrar refúgio em terras neozelandesas, onde é vítima do ataque

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2019 | 10h16

CANNES, FRANÇA - O ataque a mesquitas neozelandesas de Christchurch, em que um supremacista branco matou 51 pessoas em março, será levado ao cinema, anunciou nesta quarta-feira, 15, seu produtor à revista Variety.

Hello brother contará a história de uma família de refugiados que foge do Afeganistão para encontrar refúgio na Nova Zelândia, onde é vítima do massacre.

"Em 15 de março, em Christchurch, o mundo inteiro testemunhou um crime contra a humanidade", disse o produtor egípcio Moez Masud, à margem do Festival de Cinema de Cannes.

Hello brother é "apenas uma etapa do processo de cura para que um dia possamos nos entender melhor e entender as causas profundas do ódio, do racismo, do supremacismo e do terrorismo", disse ele.

O título do filme tem como base o que disse um idoso afegão ao terrorista quando o recebeu na mesquita de Noor, antes de ser baleado.

A Associação Muçulmana de Canterbury, em Christchurch, pediu no Facebook respeito à dignidade e à privacidade da comunidade, em reação ao filme.

Masud também é produtor de Clash, sobre a queda do presidente egípcio islamista Mohamed Morsi em 2013. / AFP

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