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Massacre na Síria preocupa e pode acelerar ação dos EUA, diz Obama

Presidente ressalta, no entanto, que Washington não agirá sozinho e buscará respaldo internacional

O Estado de S. Paulo,

23 de agosto de 2013 | 07h53

WASHINGTON  - O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em entrevista exibida na sexta-feira, 23, que a suspeita de um massacre com armas químicas contra civis nesta semana na Síria provoca grave preocupação e deve acelerar o processo de tomada de decisão dos EUA sobre a crise no país árabe. Ainda assim, Obama afirmou que os EUA não podem resolver sozinhos a crise síria e deixou claro que buscará apoio internacional para agir.

Em suas primeiras declarações desde o suposto ataque na madrugada de quarta-feira nos subúrbios de Damasco, Obama salientou a importância de respeitar o direito internacional na resposta ao incidente, e disse estar preocupado com os custos humanos e financeiros de um eventual envolvimento norte-americano em conflitos externos.

"O que estamos vendo indica que se trata claramente de um fato grande, de grave preocupação", disse Obama à CNN. Mas, confrontado com sua declaração de um ano atrás, quando disse que o uso de armas químicas no conflito sírio seria um limite intolerável para os EUA,o presidente manifestou cautela.

"Se os EUA saírem atacando outro país sem um mandato da ONU e sem provas claras que possam ser apresentadas, então haverá dúvidas em termos de se o direito internacional ampara isso, se temos uma coalizão que faça isso funcionar, e, sabe, essas são considerações que precisamos levar em conta", afirmou o presidente. "A noção de que os EUA podem de alguma forma resolver o que é um complexo problema sectário dentro da Síria é às vezes exagerada."

Obama fez um apelo para que o governo sírio autorize inspetores da ONU a investigar o incidente, mas admitiu que essa cooperação é improvável. Para ele,será "muito perturbador" se o ataque químico ficar comprovado.

"Isso começa a chegar a alguns interesses nacionais centrais dos EUA, tanto em termos de garantirmos que as armas de destruição em massa não estão se proliferando, como também quanto à proteção dos nossos aliados, das nossas bases na região. Isso é algo que exigirá a atenção da América, e espero que a atenção de toda a comunidade internacional", declarou. / REUTERS

 

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