Massacre pode representar crime de guerra, diz ONU

As evidências mostram que os militantes islâmicos que massacraram dezenas de soldados iraquianos "quase certamente" cometeram crimes de guerra, disse nesta segunda-feira a Alta Comissária das Nações Unidas para Diretos Humanos, Navi Pillay.

AE, Agência Estado

16 de junho de 2014 | 16h09

Pillay condenou o que ela chamou de "execuções a sangue-frio de centenas de soldados de combate iraquianos, bem como civis incluindo líderes religiosos e pessoas associadas com o governo" nos últimos dias pelo Exército Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

"Baseada em reportagens corroboradas por uma série de fontes, parece-me que centenas de homens não combatentes foram sumariamente executados ao longo dos últimos cinco dias, incluindo a renúncia ou soldados capturados, recrutas militares, policiais e outros associados com o governo", disse Pillay.

Ela disse que o número exato de mortos ainda não pode ser verificado, mas "esta série aparentemente sistemática de execuções a sangue-frio, a maioria realizada em vários locais na região de Tikrit, quase que certamente equivale a crimes de guerra".

No começo do dia, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu relatórios sobre os assassinatos "profundamente perturbadores" e disse que os responsáveis devem ser levados à justiça. Ele alertou ainda que a retórica sectária no Iraque poderia inflamar o conflito em toda a região.

O chefe da ONU também disse estar satisfeito com a declaração sobre a necessidade de unidade no Iraque feita pelo aiatolá Sayed Ali al-Sistani, que Ban afirmou "representar uma voz profundamente influente da sabedoria e da razão". Fonte: Associated Press.

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