Massagem de Bush em Angela Merkel vira sensação na web

Receber uma massagem não requisitada de um colega de trabalho pode ser o pesadelo de muitas mulheres, mas supunha-se que não deveria ser para a chanceler da Alemanha - provavelmente uma das mulheres mais poderosas do planeta. Não foi o que denunciou, no entanto, a careta de Angela Merkel ao ter seus ombros apalpados pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, durante um encontro na última cúpula do G8 (grupo formado pelos sete países mais industrializados do planeta e Rússia), realizada em São Petersburgo há alguns dias.Um vídeo de cinco segundos e fotografias amplamente divulgadas no site YouTube.com (veja link ao lado) e em vários blogs mostram Bush surpreendendo Merkel com um rápido "apertão" nos ombros. Não bastasse a atitude do presidente ser por si mesma imprópria para as circunstâncias, foi a reação de Merkel que transformou a cena em uma sensação da internet. Ao ser tocada, Merkel rapidamente encolhe os ombros, levanta os braços e faz uma careta.O vídeo foi um dos clipes mais assistidos da web nos últimos dias, e despertou intermináveis discussões entre blogueiros e colunistas. Em um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista alemã Spiegel Online, a jornalista Joan Vennochi destaca que este "tipo de interação entre os dois líderes de Estado acende um holofote internacional sobre um fato na vida das mulheres que trabalham". Qual seja: "você passa sua carreira aperfeiçoando seu aperto de mão e continua sendo aterrorizada por homens que de repente invadem sua privacidade com intimidades inesperadas no ambiente de trabalho."Joan cita o professor de ciências políticas da Universidade de Virginia, Larry Sabato. Para ele, "quase todo homem que vive os dias de hoje sabe que não se oferece massagens não requisitadas para qualquer mulher, muito menos para a chanceler da Alemanha". De fato, se a interação tivesse ocorrido em uma grande corporação americana, não seria exagero imaginar o presidente sendo processado por assédio sexual. No entanto, como ambos os líderes estão na mesma posição, Joan argumenta que a atitude de Bush pode ser interpretada como uma maneira de neutralizar a chanceler, subjugando seu poder ao fato de ela ser mulher.Embora tudo indique que a jornalista endossaria este ponto de vista, ao concluir o texto ela diz preferir não ver a questão desta forma. Isso porque, para ela, a melhor resposta a uma situação como essa é exatamente o que Merkel fez: simplesmente soltar uma careta.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.