Material não revelado pelo Wikileaks é 'ainda mais explosivo', diz Pentágono

Documentos não divulgados pelo WikiLeaks são a parte mais sensível dos segredos militares

estadão.com.br

12 de agosto de 2010 | 12h37

WASHINGTON - Funcionários do Pentágono acreditam ter identificado os 15 mil documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão que ainda não foram publicados pelo site WikiLeaks, informa o jornal americano Washington Post nesta quinta-feira, 12. Os militares estariam agora pesquisando detalhes nestes documentos que possam representar ameaças paras tropas ou para os civis no país asiático.

 

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lista  Leia a íntegra no Wikileaks  (Em inglês)

 

O material em questão é "mais explosivo, mais sensível", que as informações dos 77 mil documentos já divulgados pelo WikiLeaks em julho, disse o porta-voz do Pentágono, o general Geoff Morrell.

 

Uma força-tarefa de mais de cem analistas de inteligência pesquisaram os 91 mil documentos incessantemente, procurando palavras-chave como nomes de mesquitas, pessoas e locais para avaliar qual o perigo ao qual tais nomes teriam sido expostos com a divulgação dos documentos. "Encontramos vários exemplos nos quais aliados ou nossas forças são mencionadas", disse o general.

 

"Ainda não vimos nenhum fator prejudicial às operações no Afeganistão que possa ser diretamente ligado ao vazamento de documentos, mas há uma atraso entre a exposição do material e o que pode ser realizado com base nas informações deles", completou Morrell.

 

Um porta-voz do WikiLeaks, Daniel Shmitt, disse a um blog na semana passada que o site gostaria que o Pentágono ajudasse a equipe da página a revisar os documentos para preservar aqueles que possam ser prejudiciais a civis. Em resposta a isso, Morrell disse que o Pentágono "é tão fácil ser encontrado como qualquer outra instituição" e que se o WikiLeaks quer realmente trabalhar em conjunto, "deve fazer o convite pessoalmente".

 

O material vazado pelo cobre o período de janeiro de 2004, durante administração de George W. Bush, até dezembro de 2009, quando o atual presidente americano, Barack Obama, iniciou o envio de mais 30 mil soldados ao país asiático.

 

Os documentos, publicados pelos jornais New York Times e The Guardian e pela revista Der Spiegel, revelam detalhes minuciosos da guerra empreendida pelos EUA e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde 2001 e consistem em um dos maiores vazamentos de documentos secretos da história americana.

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