Material nuclear roubado do Iraque preocupa a ONU

Equipamento relacionado a atividades nucleares foi removido do Iraque por especialistas que trabalharam sistematicamente por um longo período e sabiam o que estavam fazendo, dizem diplomatas, contradizendo as alegações do governo iraquiano, de que pouca coisa foi levada e de que os ladrões seriam saqueadores ignorantes. Os diplomatas, familiares com o trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão fiscalizador ligado à ONU, dizem que a AIEA continua preocupada com o caso, porque o grau de planejamento e habilidade revelado pelos ladrões sugere que o material poderá ser revendido a governos ou terroristas interessados em fazer armas atômicas. Em carta enviada ao Conselho de Segurança da ONU, o diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, disse que fotografias feitas por satélite e investigações posteriores mostram "o desmantelamento generalizado e aparentemente sistemático" de locais ligados ao programa nuclear iraquiano. Embora algum material já tenha sido encontrado, ElBaradei diz em sua carta que nenhum equipamento de alta precisão, que pode ser usado para fins comerciais ou na produção de armas nucleares, foi encontrado. A escala do roubo - prédios inteiros foram esvaziados - levou a especulações de que os Estados Unidos teriam removido o equipamento sem notificar a ONU. Mas um dos diplomatas disse que os americanos não indicaram estar envolvidos, mesmo depois de ElBaradei ter vindo a público com suas preocupações.

Agencia Estado,

14 Outubro 2004 | 15h24

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