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Matrimônio deve ser aceito, mesmo quando fracassa, diz o papa

O matrimônio deve ser aceito inclusive quando fracassa, já que não se trata de "uma união qualquer entre pessoas humanas", disse nesta quinta-feira o papa João Paulo II durante um encontro com os juízes do Tribunal da Rota Romana, no qual reiterou sua rejeição às uniões de fato e entre homossexuais. Ao reunir-se com a Rota Romana (ex-Sacra Rota, o tribunal de apelação do Vaticano que se ocupa dos casos de anulação do matrimônio), o papa se referiu extensamente à união heterossexual entre duas pessoas.Durante o encontro, o decano monsenhor Raffaello Funghini recordou que em 31 de dezembro passado havia 1024 causas pendentes na Corte. A tarefa da Rota é reconhecer (ou não) a nulidade dos casamentos - ou seja, que a união, por motivos intrínsecos, nunca aconteceu. Se, pelo contrário, for reconhecida a existência do vínculo conjugal, o casamento não pode nunca mais ser desfeito, de acordo com o ponto de vista católico. "O matrimônio não é uma união qualquer entre pessoas humanas, suscetível de ser configurada segundo a pluralidade de modelos culturais", disse o pontífice aos presentes, e continuou assegurando que se trata de um "consortium totius vitae" (uma relação para toda a vida), por sua "índole natural ordenado ao bem dos cônjuges e à geração e educação dos filhos".

Agencia Estado,

01 de fevereiro de 2001 | 17h22

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