Mauritânia confirma morte de 6 membros da Al-Qaeda do Magreb

Tropas do país apreenderam arsenal dos militantes, além de equipamentos de comunicação

Efe

23 de julho de 2010 | 12h35

NUAKCHOTT - As Forças Armadas da Mauritânia mataram seis membros da rede terrorista Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) durante uma operação em uma região próxima à fronteira com Mali, informou nesta sexta-feira, 23, o ministro do Interior mauritano, Mohammed Ould Boilil.

 

Outros quatro terroristas conseguiram fugir do dispositivo, um deles ferido, acrescentou o também ministro provisório de Defesa, que precisou que o Exército mauritano apreendeu um importante arsenal de armas, munição, explosivos, documentos e aparatos de orientação e comunicação.

 

Boilil assinalou, além disso, que a operação aconteceu em um lugar "fora de território mauritano", sem se referir explicitamente a Mali, e que foi iniciada após receber informações referidas a um ataque planificado pelo AQMI para o dia 28 de julho contra uma base militar mauritana em Basiknu (1,5 mil quilômetros ao leste de Nuakchott).

 

Em um comparecimento perante a imprensa junto ao ministro mauritano de Comunicação, Hamdi Ould Mahjub, o titular de Interior explicou que a França apoiou com seus serviços de inteligência a operação, algo que Paris tinha confirmado esta manhã.

 

Boilil agradeceu à França sua participação no dispositivo, embora não tenha feito referência alguma a Mali, onde supostamente aconteceu a operação. A este respeito, Mahjub se limitou a dizer que "as relações da Mauritânia com seus vizinhos são excelentes".

 

Questionado sobre os riscos que este ataque possa trazer de represálias do AQMI, o ministro de Comunicação disse que não mudará nada, já que a "Al-Qaeda tem como objetivo permanente ocupar a Mauritânia, porque pensa que somos um país fraco". Mahjub ainda acrescentou que, a partir de agora, será o Exército mauritano que tomará a iniciativa contra o grupo terrorista "deslocando os combates rumo às bases de AQMI".

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