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'Maus espíritos' do WhatsApp fazem prefeito colombiano proibir adolescentes de sair à noite

Em Pajarito, vilarejo de 2 mil habitantes no centro do país, menores de 17 anos estão impedidos de circular entre sete da noite e cinco da manhã depois de mais de uma dúzia de jovens terem convulsões ou tentarem se matar

O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2018 | 11h47

BOGOTÁ - Um pequeno vilarejo na Colômbia decretou toque de recolher para os menores de 17 anos em razão do que o prefeito considerou ataques de "espíritos malignos" invocados por WhatsApp, que provocaram convulsões e tentativas de suicídio em mais de uma dezena de jovens.

Desde a semana passada, as autoridades registraram comportamentos estranhos, ameaças de saltar de pontes, lacerações, desmaios e mudanças de vozes em ao menos 14 menores de idades que usam o popular aplicativo de comunicação.

Inocencio Pérez, prefeito de Pajarito, no centro do país, proibiu a circulação de crianças e adolescentes entre sete da noite e cinco da manhã em razão desta "questão aberradora".

"Tomei essa decisão com base nos casos de alerta vermelho que aconteceram", explicou Pérez. "Alguns jovens disseram que iriam se suicidar, falavam de forma incoerente que era 'porque havia chegado a sua hora', queriam se jogar de uma ponte", completou o prefeito.

Pérez disse que com essa determinação espera que os pais "tomem conta" seus filhos e evitem mais atos como os que ocorreram nos últimos dias nesta cidade católica de 2 mil habitantes, dedicada à pecuária e à cafeicultura.

Além disso, ele garantiu que o toque de recolher foi uma decisão tomada em conjunto com a polícia, assistentes jurídicos do gabinete do prefeito e psicólogos, depois de comparar as histórias contadas pelos jovens supostamente possuídos. "Há pais que me agradeceram, mas há algumas jovens que ficaram de mau humor", disse ele.

A restrição permanecerá em vigor até que a situação seja controlada, disse o prefeito. No caso de uma criança ser encontrada fora de casa no período do toque de recolher, seus pais podem ser multados. / AFP

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