REUTERS/Darren Staples
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May antecipa 'duras' negociações para saída do Reino Unido da UE

Em discurso no encerramento do congresso anual do Partido Conservador, primeira-ministra britânica afirmou que fará esforços para que empresas britânicas mantenham relações comerciais com a UE, mas ressaltou que trabalhará 'pela independência do país'

O Estado de S. Paulo

05 de outubro de 2016 | 10h31

BIRMINGHAM, REINO UNIDO - A primeira-ministra britânica, Theresa May, antecipou nesta quarta-feira, 5, "duras" negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia e garantiu que seu governo trabalhará para conseguir que o país seja "independente". Em seu discurso de encerramento do congresso anual do Partido Conservador em Birmingham, May disse que é prematuro saber qual será o resultado das negociações com os países comunitários, mas insistiu que serão "duras" e será preciso "ceder".

"O Reino Unido é um país diferente" após a votação no referendo de 23 de junho a favor da saída da UE(conhecida como "Brexit"), apontou a chefe do governo, que, no entanto, afirmou que fará esforços para que as empresas mantenham suas relações comerciais com os membros da União Europeia.

Em seu discurso, no qual destacou o giro que marcará seu governo, May insistiu que seu gabinete terá que cumprir com a vontade expressada pelos britânicos na consulta.

A política "tory" lembrou que ativará em março o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que estabelece um período de dois anos de negociações, e apresentará no Parlamento o projeto de lei para derrogar a ata de incorporação do Reino Unido na UE em 1973.

"Então as leis do Reino Unido serão feitas no Parlamento de Westminster e os juízes não se sentarão no tribunal europeu de Luxemburgo, mas nos tribunais britânicos", acrescentou. "O povo disse que queria isso e este governo conservador cumprirá", insistiu a primeira-ministra.

May também prometeu trabalhar para todos os cidadãos e não para "alguns poucos", ao mesmo tempo que atacou os trabalhistas de Jeremy Corbyn por se apresentar como defensores dos serviços públicos.

May especificou que o Partido Conservador defenderá sempre o livre mercado e atenderá os problemas de falta de habitação acessível e de boas escolas estatais em muitas zonas britânicas. A primeira-ministra ressaltou, além disso, que seu governo trabalhará a favor de uma sociedade que tenha como base a meritocracia. / EFE

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