STR/POOL/AFP
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May condena Putin por uso de agente nervoso contra ex-espião russo

Serguei Skripal, um ex-agente duplo exilado no Reino Unido, sofreu tentativa de assassinato na casa onde morava com a filha; governo russo foi acusado de planejar ataque

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2019 | 21h23

OSAKA, JAPÃO - A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse nesta sexta-feira, 28, ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, que o uso do agente nervoso novichok contra um ex-espião russo em Salisbury, na Inglaterra, foi um “comportamento inaceitável” e um ato “desprezível”.

A premiê teve uma reunião bilateral com Putin à margem da cúpula do G-20 para abordar as relações entre ambos países, mas em particular o envenenamento do ex-espião Serguei Skripal e sua filha, Julia, em março de 2018. Segundo o governo britânico, May disse ao presidente russo que o Reino Unido tem provas “irrefutáveis” de que a Rússia esteve envolvida no ataque após uma exaustiva investigação.

May disse que o comportamento da Rússia não pode se repetir e o Reino Unido exige que os dois agentes responsáveis pela ação sejam levados à Justiça. O ataque com novichok provocou um grave incidente diplomático entre Londres e Moscou e ambos os países expulsaram seus respectivos diplomatas.

Skripal denunciou dezenas de agentes russos à inteligência estrangeira até ser preso pelas autoridades russas em 2004. Ele foi condenado a 13 anos de prisão em 2006, mas em 2010 recebeu refúgio no Reino Unido depois de ser trocado por espiões russos. Além do caso, outros dois ataques com agentes tóxicos no Reino Unido atingiram exilados russos. / REUTERS e EFE

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