AP Photo/Alastair Grant
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May defende acordo do Brexit e se esquiva sobre possível derrota no Parlamento

"Quando o povo britânico analisar esse acordo, verá que ele é bom para todos", afirmou a primeira-ministra

Flavia Alemi, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2018 | 11h48

Aprovado o acordo do Brexit pelos líderes da União Europeia, o foco da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, volta-se, agora, para a defesa do texto no Parlamento britânico.

Durante coletiva de imprensa realizada após o comunicado da UE, May se esquivou de perguntas sobre a possibilidade do acordo não receber endosso dos parlamentares.

"Quando o povo britânico analisar esse acordo, verá que ele é bom para todos. Levarei este pacto ao Parlamento confiante de que é o melhor possível", afirmou May, reforçando comentários feitos pelos dirigentes europeus.

O acordo, porém, sofre resistência no Parlamento britânico, tanto do lado da oposição, quanto da situação. A líder do Partido Unionista Democrático (DUP), Arlene Foster, por exemplo, deixou claro que não irá apoiar os termos aprovados "sob nenhuma circunstância".

O DUP é o partido que forma um governo de minoria com o Partido Conservador de May.

Questionada duas vezes sobre a possibilidade de renunciar ao cargo caso o Parlamento não aprove o acordo, May tergiversou em ambas, dizendo-se comprometida em defender o texto e otimista com o futuro do país.

Ela também rejeitou a possibilidade de consultar a população britânica novamente sobre deixar a União Europeia.

"Os britânicos não querem mais perder tempo discutindo o Brexit. O povo votou por ele e é tarefa dos políticos entregarem o Brexit", disse a premiê.

May reforçou, ainda, que o Reino Unido está deixando a UE, mas não a Europa.

Mais cedo, os dirigentes europeus deixaram claro que não há outro acordo possível para o Brexit.

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