EFE/Facundo Arrizabalaga
EFE/Facundo Arrizabalaga

Polícia prende homem de 23 anos por suposta ligação com atentado em Manchester

Theresa May disse que as autoridades conhecem a identidade do autor da ação, mas ainda não estão prontas para anunciá-la; ataque deixou mais de 20 mortos e 59 feridos

O Estado de S.Paulo

23 Maio 2017 | 07h57
Atualizado 23 Maio 2017 | 13h00

LONDRES - A polícia britânica anunciou a prisão nesta terça-feira, 23, em Manchester de um homem de 23 anos por suposta ligação com o atentado que matou mais de 20 pessoas, incluindo crianças, em um show de música pop na cidade na véspera. "A respeito da investigação em curso sobre o horrível ataque na Manchester Arena, podemos confirmar a detenção de um homem de 23 anos na zona sul de Manchester", informou a polícia em um comunicado. Segundo um site de propaganda jihadista, o grupo Estado Islâmico assumiu a autoria da ação.

Falando do lado de fora de sua residência oficial na rua Downing Street, a primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que a polícia e os serviços de segurança conhecem a identidade do suposto homem-bomba. Contudo, ela ressaltou que as autoridades não estão prontas para anunciar a identidade do responsável pelo ataque. Citando fontes de inteligência dos EUA, porém, a agência Associated Press identificou o autor do ataque suicida como Salman Abedi, mas não deu mais detalhes. 

May disse que o autor do "cruel" atentado no fim do show da cantora americana Ariana Grande queria provocar uma "carnificina". "Sabemos que apenas um terrorista explodiu um artefato de fabricação caseira perto de uma das saídas do local, escolhendo deliberadamente o momento e o local para provocar uma carnificina máxima.”

Ainda nesta terça-feira, ela presidirá uma reunião da comissão de emergências Cobra para abordar a explosão que deixou mais de 50 feridos em Manchester. A bandeira britânica está a meio mastro no número 10 de Downing Street em sinal de luto.

Uma fonte do Partido Conservador informou a uma agência de notícias local que May suspenderá os seus próximos atos da campanha eleitoral, a menos de três semanas para as eleições gerais no Reino Unido, que serão realizadas no dia 8 de junho.

Reações. A ministra de Interior britânica, Amber Rudd, condenou o "ato bárbaro" e disse que "os detalhes completos sobre o que aconteceu exatamente ainda estão vindo à tona". "Estou orgulhosa da polícia e dos serviços de emergência que reagiram a este trágico incidente com tanta celeridade.”

O prefeito de Manchester, o trabalhista Andy Burnham, expressou suas condolências às vítimas do ataque. "O meu coração está com as famílias que perderam seus entes queridos e a minha admiração com os valentes serviços de emergências. Foi uma noite terrível para a nossa grande cidade", afirmou ele em sua conta no Twitter.

"A polícia britânica está me informando constantemente. Por favor, acompanhe-os para ter as últimas notícias. E, por favor, cuidem-se e cuidem dos que estão perto de vocês", acrescentou o prefeito.

A rainha Elizabeth II qualificou o atentado de "ato bárbaro". "A nação inteira está chocada (...). Expresso minha mais profunda simpatia a todos os afetados por esse terrível evento, em particular as famílias e próximos daqueles que foram mortos ou feridos" neste "ato bárbaro", declarou a monarca em um comunicado. / REUTERS, EFE e AFP

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