Tolga AKMEN / AFP
Tolga AKMEN / AFP

May é derrotada em votação simbólica sobre Brexit no Parlamento

Parlamento do Reino Unido rejeita moção com a qual a primeira-ministra buscava o apoio dos deputados ao plano do governo para continuar negociando o acordo com Bruxelas

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2019 | 17h50

LONDRES - A primeira-ministra britânica,  Theresa May, foi derrotada nesta quinta-feira, 14, em uma votação simbólica no Parlamento sobre sua estratégia para o Brexit, num resultado que mina sua posição nas negociações com a União Europeia (UE) para garantir mudanças no acordo de saída do bloco.

O Parlamento do Reino Unido rejeitou uma moção com a qual a primeira-ministra buscava o apoio dos deputados ao plano do governo para continuar negociando o acordo do Brexit com a UE.

O setor mais crítico ao bloco europeu dentro do Partido Conservador, liderado por May, criticou o texto porque ele incorporava de forma implícita uma emenda já aprovada em janeiro, que prevê que a Câmara dos Comuns descarta a possibilidade de deixar a UE sem acordo.

Apesar de simbólica, a derrota da moção de May, que recebeu 303 contrários e 258 favoráveis, aumenta a pressão sobre a primeira-ministra e volta a evidenciar que ela não é capaz de controlar um grupo de deputados rebeldes de seu próprio partido.

Os 'tories' rebeldes anunciara minutos antes da votação que iriam se abster, o que provocou a derrota da primeira-ministra.

O ministro para o Brexit do Reino Unido, Stephen Barclay, tentou ganhar o apoio desse grupo crítico do Partido Conservador que o governo deixará a UE na data prevista - 29 de março -, mesmo que a Câmara dos Comuns não tenha ratificado o acordo de saída do bloco europeu até lá. O esforço, porém, não deu resultado.

May descarta a hipótese de deixar a UE sem acordo, um cenário considerado como uma das principais falhas do governo pelos deputados conservadores que se opõem ao plano da primeira-ministra.

Nas discussões de hoje, May prometeu que voltará à Câmara dos Comuns no fim deste mês para submeter à votação o seu plano de saída da UE caso não tenha conseguido renegociar o acordo em Bruxelas. 

Apesar das declarações de Barclay, a imprensa britânica afirma que o responsável por liderar a equipe de negociação do Reino Unido, Olly Robbins, tem outros planos.

Em uma conversa revelada por um jornalista, Robbins afirmou que o governo pretende pedir uma extensão do prazo para deixar a UE caso não consiga aprovar um acordo na Câmara dos Comuns. / REUTERS e EFE

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