Mc Donald´s é alvo de invasões na Argentina

O slogan "No Pasarán" (Não Passarão), utilizado durante a Guerra Civil Espanhola pela líder comunista Dolores Ibarruti, aliás, "La Pasionaria", é o nome de um grupo de estudantes de segundo grau que a modo de tropas de choque "pacifistas" iniciaram neste fim de semana uma seqüência de invasões às filiais da rede de fast-food Mc Donald?s em diversas cidades da Argentina, a modo de protesto contra a invasão americana no Iraque."No Pasarán", que há uma semana declarou a "Operação Tempestade Estudantil" - sua guerra particular contra o presidente George W. Bush - tomou durante quase todo um dia a sucursal do Mc Donald?s na frente do Obelisco, o monumento-símbolo de Buenos Aires.Com os rostos pintados como os exterminados índios dos EUA - e lançando uivos como os apaches faziam nos filmes de John Ford - 150 estudantes invadiram o fast-food, pixando suas paredes com slogans anti-bélicos, como "os ianques, no Iraque, não passarão". Os novos "apaches" distribuíram folhetos anunciado o "Big Tony Blair" e o "Mac Guerra".Os manifestantes esclareceram que o protesto não abrangia os trabalhadores argentinos da rede de fast-food, já que consideraram que trabalhar no Mc Donald?s "não implica em apoiar o critério do patrão ianque"."Hambúrguers ianques" - Os dias não estão sendo tranqüilos para a rede de fast-food desde o início da guerra: já foi alvo de protesto de desempregados, sindicatos e universitários. Uma das manifestações pedia aos argentinos que deixassem de consumir os "hambúrguers ianques" e passassem a comer os argentinos "choripanes" (um sanduíche popular feito com pão francês e lingüiça).Os sentimentos anti-americanos estão crescendo na Argentina. Uma recente pesquisa da consultora Graciela Römer e Associados indicou que, enquanto que 53% dos argentinos possuíam sentimentos anti-EUA há três meses, essa proporção é de 70% atualmente.No bairro de San Cristóbal, os moradores mudaram o nome da rua "Estados Unidos" para "Povo do Iraque". A estréia do filme Tiros em Columbine, do diretor Michael Moore, uma crítica ácida contra o american way of life e a posse de armas nos EUA, foi anunciado com estardalhaço ao longo da semana passada pela mídia argentina. A expectativa é que o filme vencedor do Oscar de melhor documentário seja um sucesso de bilheteria. Veja o especial :

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.