McCain critica estratégia de guerra dos EUA no Afeganistão

O candidato do PartidoRepublicano à Presidência dos EUA, John McCain, criticouduramente, na terça-feira, o esforço de guerra norte-americanono Afeganistão e prometeu mudar aquele panorama se for eleito,a começar pelo envio de mais soldados. "Não é assim que se administra uma guerra", disse McCain,reclamando que a situação do país havia se deteriorado e que ocenário visto hoje mostrava-se inaceitável. Com seus comentários, o republicano ingressa no debatesobre o que fazer com o Afeganistão, cuja guerra iniciadadepois dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra os EUAteria sido, segundo os democratas, negligenciada pelo governonorte-americano, mais interessado no Iraque. Um ataque contra uma base dos EUA na fronteira com oPaquistão, ataque esse realizado no domingo pelo Taliban (grupoque volta a ganhar força), matou nove soldados norte-americanose deixou outros 15 feridos, fazendo desse a maior baixa sofridapelos EUA no Afeganistão desde 2005. McCain, um senador pelo Estado do Arizona que se considerao azarão da disputa presidencial de 4 de novembro, na qualenfrentará o candidato do Partido Democrata, Barack Obama,afirmou que a melhora da situação verificada no Iraque depoisdo envio de mais soldados norte-americanos para lá permitiriaaos EUA mandar um contingente suplementar ao território afegão. Comandantes das forças norte-americanas estacionadas noAfeganistão dizem que precisam de ao menos mais três brigadasde 3.500 integrantes cada uma. E McCain afirmou que o reforçodeveria ser enviado. Atualmente, há 36 mil soldadosnorte-americanos no território afegão. "Em virtude do sucesso do aumento do contingente militar noIraque, essas forças estão ficando à disposição, e nossoscomandantes no Afeganistão precisam recebê-las. No entanto, omero envio de mais soldados não será suficiente para vencermoso conflito", disse McCain em um evento de campanha realizado emNovo México, um dos Estados que podem decidir a eleiçãopresidencial de novembro. O republicano foi aplaudido de pé pelos presentes quandoprometeu capturar o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden. "Quandoeu for o comandante-em-chefe, não haverá lugar para o qual osterroristas conseguirão correr e nenhum lugar para seesconderem", afirmou. McCain, membro do Comitê dos Serviços Armados do Senadorque vê em sua experiência nas questões de segurança nacional umdos pontos fortes de sua candidatura, fez duras críticas àestratégia adotada atualmente pelos EUA no Afeganistão. "Hoje, há nada menos que três comandos militares de combatedos EUA operando no Afeganistão, bem como o comando da Otan(Organização do Tratado do Atlântico Norte). E alguns paísesmembros da Otan possuem restrições quanto ao local aonde suastropas podem ir ou quanto ao que podem fazer. Não é assim quese administra uma guerra."

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