McCain critica veto à exploração de petróleo na costa

Apesar do escorregão nas pesquisas após viagem do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, ao exterior, o candidato republicano John McCain retomou hoje seu formato favorito de campanha, os pequenos encontros informais onde ele fica à vontade com os eleitores. Senador pela quarta vez pelo Arizona, McCain almoçou com partidários em Bakersfield, na Califórnia, onde voltou a insistir que a retirada da proibição para explorar petróleo em águas costeiras é um meio de reduzir a dependência norte-americana por petróleo importado.Obama, que se opõe à derrubada da proibição, esteve na capital do país para se consultar com especialistas econômicos sobre maneiras de frear o declínio da economia dos EUA. Entre os especialistas, está o investidor Warren Buffett. A questão econômica é o tema que deve definir em quem os norte-americanos votarão para presidente nas eleições de novembro.A mais recente pesquisa do Instituto Gallup, publicada ontem, mostra Obama na frente com vantagem de nove pontos porcentuais. A pesquisa foi realizada entre 24 e 26 de julho, durante os últimos dias da viagem de Obama ao Afeganistão, ao Oriente Médio e à Europa. Do total de 2.692 eleitores entrevistados, 49% disseram que votarão no democrata, enquanto 40% disseram que votarão em McCain. A margem de erro é de dois pontos porcentuais.O Gallup apurou que uma das razões para o crescimento da intenção de voto em Obama foi a forte cobertura da viagem pela imprensa norte-americana, o que pode ter melhorado a percepção que o eleitor tinha do candidato em política externa - ele sempre foi criticado por McCain pela suposta falta de experiência no tema.Ontem, Obama disse que deseja retornar ao debate sobre a economia - o crescente desemprego, os altos custos da gasolina, preços dos alimentos em alta e a crise no crédito imobiliário - enquanto McCain continuou com os ataques ao rival e sua suposta falta de qualificação para liderar os EUA em tempos de guerra, ao dizer que o democrata "não entende o que está em jogo" no Iraque.Retirada de tropasNum dos seus ataques mais polêmicos, McCain disse na semana passada, em New Hampshire, que "o senador Obama seria capaz de perder a guerra para vencer uma campanha política". McCain referia-se às constantes declarações do democrata de que se eleito presidente, irá retirar as tropas norte-americanas do Iraque em 16 meses após a posse. O plano de Obama de retirada foi endossado, com condições, pelo primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki.Em entrevista à emissora ABC, ontem, McCain pareceu ter suavizado a declaração, mas não a retirou. "O senador Obama não entende. Ele não entende o que está em jogo (no Iraque). E ele escolheu um caminho político que o ajudou a obter a nomeação do seu partido. E se nós fizéssemos o que o senador Obama quer fazer, haveria caos, genocídio, maior influência do Irã, talvez a Al-Qaeda estabelecesse novamente uma base" no Iraque, afirmou McCain. Obama usou o dia de ontem para ter um encontro com jornalistas em Chicago e mais tarde foi ao centro médico do hospital da Universidade de Chicago. "Ele sentiu dores nos quadris porque jogou basquete há algumas semanas, então foi ver um ortopedista", disse o porta-voz de Obama, Robert Gibbs. "Está tudo bem. Eu vou estar bem em uma semana", disse o democrata, ao sair do hospital.

AE-AP, Agencia Estado

28 de julho de 2008 | 15h57

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