McCain defende campanha internacional para isolar Irã

O mundo deveria lançar uma campanhade isolamento do Irã a fim de coibir as ambições nuclearesdesse país e reduzir a ameaça potencial representada por elediante de Israel, afirmou na segunda-feira o candidatorepublicano à Presidência dos EUA, John McCain. McCain, senador pelo Estado do Arizona que conquistou avaga de seu partido para concorrer no pleito de novembro,afirmou a um grupo lobista pró-Israel que o governonorte-americano deveria ainda impor penalidades financeirascontra o Banco Central iraniano, acusado por ele de patrocinaro terrorismo. "Deveríamos privatizar as sanções contra o Irã lançando umacampanha mundial de isolamento", afirmou McCain em um encontrodo Comitê Israelo-Americano de Assuntos Públicos (Aipac, nasigla em inglês), comparando tais manobras aos esforçosrealizados para colocar fim ao apartheid (regime de segregaçãoracial) na África do Sul. "À medida que um número cada vez maior de pessoas,empresas, fundos de pensão e instituições financeiras do mundotodo passar a evitar as empresas que fazem negócios com o Irã,a elite radical que comanda esse país se tornará mais impopulardo que já é hoje em dia", disse. McCain, o primeiro dos presidenciáveis norte-americanos afalar durante o encontro realizado nesta semana por esseinfluente grupo de pressão, defendeu que o Conselho deSegurança da Organização das Nações Unidas (ONU) amplie assanções econômicas e políticas impostas contra os iranianos. "Se o Conselho de Segurança demorar para cumprir essa suaresponsabilidade, os EUA precisarão liderar um grupo de paísescom uma postura semelhante em esforços para impor sançõesmultilaterais fora do âmbito da ONU", disse. Segundo McCain, esses países deveriam restringir acapacidade do Irã de importar gasolina e outros produtosderivados do refino do petróleo, ao passo que potênciasregionais e o bloco europeu deveriam congelar os bens dosiranianos e negar-lhes visto. O republicano, que deve enfrentar o democrata Barack Obamanas eleições gerais de novembro, criticou o adversário por estenão ter dado apoio a uma medida que classificava de terroristaa Guarda Revolucionária do Irã e repetiu sua oposição àsugestão de Obama de conversar com o governo iraniano. "A idéia de que eles (os iranianos) agora buscam obterarmas nucleares porque nós nos recusamos a negociar na esferapresidencial é um grave erro de leitura da história", afirmouMcCain, citando os esforços malsucedidos do governo doex-presidente Bill Clinton, um democrata, de aproximar-se doIrã. "Mesmo assim, continuamos ouvindo sugestões de que hajaencontros com a liderança iraniana, como se isso fosseresultado de uma repentina inspiração, uma nova e ousada idéiana qual ninguém havia pensado antes."

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